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quarta-feira, junho 10, 2026

Governo estuda ampliar mistura de etanol na gasolina para reduzir custos e dependência externa

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O governo federal pretende avançar em uma nova mudança na composição da gasolina vendida no país. A proposta em estudo prevê aumentar de 30% para 32% a proporção de etanol anidro misturada ao combustível fóssil, medida que, segundo o Ministério de Minas e Energia, pode contribuir para reduzir custos, fortalecer a produção nacional e diminuir a necessidade de importações.

O anúncio foi feito pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, após reunião realizada no Palácio do Planalto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representantes do setor sucroenergético.

De acordo com o ministro, a proposta será encaminhada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão responsável por deliberar sobre diretrizes estratégicas para o setor energético brasileiro. A expectativa é que o tema seja discutido em uma reunião prevista para ocorrer nas próximas semanas.

A iniciativa surge menos de dois anos após a última alteração na composição da gasolina. Em 2025, o percentual obrigatório de etanol anidro já havia sido ampliado, passando de 27% para 30%.

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Segundo o governo, a nova elevação busca ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional e reduzir a exposição do país às oscilações do mercado internacional de petróleo e derivados.

Estimativas apresentadas pelo Ministério de Minas e Energia indicam que o aumento da mistura poderá evitar a importação de cerca de 450 milhões de litros de gasolina por ano. A redução da dependência externa é apontada como um fator capaz de amenizar os impactos de crises internacionais e da volatilidade dos preços globais dos combustíveis.

Outro argumento utilizado pelo governo é o potencial ambiental da medida. Como o etanol possui menor emissão de gases de efeito estufa em comparação à gasolina de origem fóssil, a ampliação da mistura é vista como uma ferramenta para acelerar metas de descarbonização e estimular fontes renováveis de energia.

Representantes do setor produtivo também defendem que o fortalecimento da cadeia do etanol pode gerar novos investimentos e ampliar a competitividade do agronegócio ligado à produção de cana-de-açúcar.

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A proposta ainda dependerá da aprovação do CNPE para entrar em vigor. Caso receba sinal verde do colegiado, o Brasil passará a adotar um dos maiores percentuais de mistura de etanol à gasolina entre os grandes mercados consumidores de combustíveis do mundo.

Além da gasolina, o governo também avalia mudanças envolvendo o diesel. Nos últimos meses, integrantes do Executivo manifestaram interesse em ampliar a participação do biodiesel na composição do combustível utilizado por veículos de carga e transporte coletivo, reforçando a estratégia de expansão dos biocombustíveis na matriz energética nacional.

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