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sexta-feira, agosto 7, 2026

Fiesp expressa preocupação com possível novo tarifaço dos EUA sobre o Brasil

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp, alerta sobre risco de tarifa dos EUA (Foto: Instagram)

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) manifestou nesta terça-feira (2/6) sua "profunda preocupação" em relação a um possível novo tarifaço comercial dos Estados Unidos sobre as importações brasileiras. A entidade destacou que as medidas divulgadas pela Casa Branca podem ter "um forte impacto negativo" no comércio entre os dois países.

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Na segunda-feira (1º/6), o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) propôs uma taxação de 25% sobre as importações brasileiras, como punição por práticas consideradas "irrazoáveis". Essa proposta é resultado da conclusão de uma investigação sobre o Pix, iniciada pelo governo norte-americano. A questão será discutida em audiências públicas, e a decisão final sobre a aplicação do tarifaço caberá ao presidente dos EUA, Donald Trump.

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A Fiesp, em comunicado assinado por seu presidente, Paulo Skaf, e pelo presidente do Conselho Superior de Relações Exteriores, Roberto Azevêdo, ressaltou que acompanha com atenção o relatório preliminar da Seção 301, divulgado pelo USTR. Segundo a entidade, a proposta pode impactar negativamente as relações bilaterais e a competitividade do Brasil.

Skaf afirmou que a diplomacia empresarial desempenhou um papel significativo nas negociações para excluir produtos de uma lista até agora. No entanto, ele destacou a importância de uma ação rápida e firme do governo brasileiro para evitar prejuízos às exportações antes da decisão final, prevista para julho. A Fiesp reafirmou seu compromisso de colaborar com as autoridades e continuará atuando na diplomacia empresarial para reverter as medidas sugeridas ou mitigar seus efeitos no Brasil.

A investigação dos EUA concluiu que certas práticas brasileiras são "irrazoáveis ou discriminatórias", restringindo o comércio dos EUA. Baseando-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, a proposta inclui isenções para alguns produtos, como materiais informativos, doações e uma lista de carnes, frutas e café, que poderiam ficar escassos nos EUA com a sobretaxa.

No âmbito da investigação, mais de 30 pessoas foram ouvidas, com mais de 295 comentários e réplicas registradas. O USTR planeja ouvir o público, que poderá enviar comentários por escrito até 1º de julho, e a primeira audiência está marcada para 6 de julho. A investigação foi iniciada em 15 de julho do ano passado, após os EUA imporem uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros, citando práticas "desleais". Ao longo do último ano, a questão das tarifas foi tema de várias conversas entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sendo a última em maio na Casa Branca.

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