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sexta-feira, agosto 7, 2026

Banco Central afirma que quebra do Master não abalou sistema financeiro

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O Banco Central do Brasil avaliou que a liquidação extrajudicial das instituições ligadas ao conglomerado do Banco Master não trouxe riscos relevantes ao sistema financeiro nacional. A conclusão aparece no Relatório de Estabilidade Financeira (REF) referente ao segundo semestre de 2025, divulgado nesta segunda-feira (25).

Segundo o documento, a intervenção nas empresas do grupo ocorreu sem gerar impactos sistêmicos no mercado bancário brasileiro. O BC afirma que os clientes ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Créditos redirecionaram seus recursos principalmente para instituições financeiras de maior porte, comportamento considerado esperado em situações de resolução bancária.

“A liquidação extrajudicial de instituições integrantes do conglomerado Master não gerou efeitos sistêmicos no SFN”, destacou o relatório da autoridade monetária.

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O Banco Master entrou em liquidação extrajudicial em novembro de 2025 após investigações relacionadas à comercialização de títulos falsos. O empresário Daniel Vorcaro, proprietário da instituição, segue preso em uma unidade da Polícia Federal. Desde então, o Banco Central já determinou a liquidação de oito empresas vinculadas ao conglomerado financeiro.

No balanço geral apresentado pelo REF, o Banco Central sustenta que o sistema financeiro brasileiro continua operando com níveis considerados confortáveis de capitalização, liquidez e provisões para perdas.

O documento também destaca que os bancos mantiveram estabilidade na rentabilidade mesmo diante do cenário econômico mais restritivo. Segundo o BC, os testes de estresse realizados pela instituição demonstraram capacidade de resistência do sistema bancário em cenários adversos.

Além da situação envolvendo o conglomerado Master, o relatório também analisou o comportamento do crédito no país. O BC identificou desaceleração nas concessões, movimento atribuído à perda de ritmo da atividade econômica.

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Apesar disso, o órgão observa sinais de maior cautela nas operações voltadas às empresas, enquanto o crédito para pessoas físicas segue apresentando pontos de atenção, especialmente nas modalidades de empréstimo pessoal sem garantia.

Segundo o relatório, o crédito pessoal não consignado continua crescendo em ritmo elevado, acompanhado do aumento da participação de operações consideradas mais arriscadas.

O tema ganha relevância em um momento em que o governo federal tenta reduzir os índices de inadimplência por meio do programa Novo Desenrola Brasil, conhecido como Desenrola 2.0, criado para estimular renegociações e aliviar o endividamento das famílias brasileiras.

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