Cerca de R$ 2,2 bilhões ainda não foram resgatados por investidores afetados pela liquidação do Banco Master e de instituições vinculadas ao grupo, segundo dados divulgados pelo Fundo Garantidor de Créditos.
Os valores permanecem disponíveis para ressarcimento seis meses após a liquidação das instituições financeiras.
Ao todo, 99.605 credores ainda não solicitaram os pagamentos liberados pelo FGC. A maior parte dos investidores está ligada ao Banco Master, com 42.305 pessoas aguardando resgate.
Também aparecem na lista clientes do Will Bank (32.976), Master Investimentos (13.245), Banco Pleno (18.181) e Letsbank (6.061).
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Como solicitar o ressarcimento
Segundo o Fundo Garantidor de Créditos, pessoas físicas devem realizar o pedido pelo aplicativo oficial da instituição.
Já empresas precisam utilizar o site do fundo para formalizar a solicitação.
Após validar identidade e assinar digitalmente o termo de solicitação, o pagamento costuma ser realizado em até dois dias úteis, com depósito direto na conta indicada pelo investidor.
O ressarcimento cobre aplicações e rendimentos acumulados até a data da liquidação decretada pelo Banco Central do Brasil.
Os pagamentos do FGC possuem limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição financeira.
Valores acima desse teto permanecem registrados como saldo remanescente e poderão ser pagos futuramente, dependendo da recuperação de ativos das massas liquidandas.
Maior operação da história do FGC
De acordo com o fundo, o caso envolvendo o Banco Master já representa o maior processo de ressarcimento desde a criação do FGC, em 1995.
Até agora, quase R$ 40 bilhões já foram pagos a mais de 915 mil credores ligados ao banco e às demais instituições do grupo.
O volume supera os cerca de R$ 20 bilhões devolvidos aos clientes do Banco Bamerindus após a intervenção do Banco Central em 1997.
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Alerta para golpes
O Fundo Garantidor de Créditos também alertou para tentativas de golpe envolvendo falsas mensagens enviadas em nome da instituição.
Segundo o órgão, criminosos têm utilizado e-mails, links e páginas falsas para tentar obter dados bancários e informações pessoais dos credores.
O FGC reforçou que não cobra taxas para liberar pagamentos e não realiza contato por WhatsApp ou SMS.
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