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terça-feira, julho 21, 2026

Estudo sugere que atividades culturais podem desacelerar o envelhecimento biológico

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Frequentar museus, galerias de arte, bibliotecas e outras atividades culturais pode ajudar o corpo a envelhecer mais lentamente. A conclusão é de um estudo conduzido por pesquisadores da University College London e publicado na revista científica Innovation in Aging.

A pesquisa analisou dados de saúde de mais de 3,5 mil adultos no Reino Unido e identificou que pessoas envolvidas semanalmente em atividades artísticas ou culturais apresentaram sinais mais lentos de envelhecimento biológico.

Segundo os cientistas, o impacto observado foi comparável ao benefício associado à prática regular de exercícios físicos.

Para medir os efeitos, os pesquisadores utilizaram ferramentas conhecidas como “relógios epigenéticos”, modelos científicos capazes de estimar o ritmo do envelhecimento a partir de alterações biológicas relacionadas ao DNA, hábitos de vida e condições de saúde.

Entre as atividades avaliadas estavam visitas a museus, bibliotecas, exposições, além de práticas como dança, pintura, canto e artesanato.

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De acordo com o estudo, pessoas que participavam de atividades culturais ao menos uma vez por semana apresentaram envelhecimento biológico até 4% mais lento em um dos modelos analisados. Os resultados foram especialmente relevantes entre adultos de meia-idade.

A epidemiologista Feifei Bu, autora sênior do trabalho, afirmou que o estudo traz as primeiras evidências biológicas consistentes ligando o engajamento cultural ao envelhecimento mais saudável.

Outro indicador utilizado pelos cientistas, chamado PhenoAge, mostrou que participantes com envolvimento cultural frequente eram classificados biologicamente como cerca de um ano mais jovens do que pessoas com pouca participação em atividades desse tipo.

A pesquisa também sugere que o efeito positivo das artes pode estar ligado à redução do estresse, da inflamação e de fatores de risco cardiovascular.

A autora principal do estudo, a pesquisadora Daisy Fancourt, destacou que os resultados reforçam a importância das experiências culturais para a saúde física e mental.

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Nos últimos anos, iniciativas semelhantes já começaram a aparecer em alguns países. No Canadá, por exemplo, médicos passaram a recomendar visitas a museus como parte de programas voltados ao bem-estar emocional e cognitivo de pacientes.

Os pesquisadores acreditam que atividades culturais reúnem estímulos físicos, emocionais, sociais e intelectuais capazes de contribuir para um envelhecimento mais saudável, ampliando o entendimento de que saúde vai além de alimentação e exercícios.

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