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sexta-feira, agosto 7, 2026

Sobreviventes descrevem hantavírus como “inferno na Terra” após surto em cruzeiro

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Relatos de sobreviventes do hantavírus voltaram a chamar atenção após o surto registrado no cruzeiro MV Hondius, embarcação que ficou sob monitoramento internacional depois da morte de três passageiros durante uma viagem pelo Oceano Atlântico.

A doença, transmitida principalmente por roedores, pode causar quadros graves de insuficiência respiratória e possui variantes com taxas de mortalidade que chegam a 40%.

Entre os casos relatados está o do canadense Lorne Warburton, que descreveu a experiência como um “inferno na Terra” em entrevista à BBC. Segundo ele, os sintomas começaram de forma semelhante à covid-19, com dores no corpo, fadiga intensa e fortes dores de cabeça, mas evoluíram rapidamente para dificuldades severas de respiração.

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O paciente precisou ser internado, conectado a aparelhos de suporte à vida e permaneceu hospitalizado por cerca de três semanas. Ele acredita ter sido contaminado após sacudir um tapete armazenado em um sótão onde havia fezes de camundongos.

Além das sequelas físicas, Warburton afirmou que desenvolveu fibrilação atrial após a infecção e levou cerca de um ano e meio para recuperar totalmente a força física.

Outro relato citado é o do alemão Christian Ege, que contraiu o vírus em 2019. Inicialmente, ele apresentou sintomas parecidos com uma virose gastrointestinal, incluindo vômitos, tontura e febre. O quadro evoluiu para insuficiência renal e sepse, exigindo internação em UTI e sessões de diálise.

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Segundo Christian, um biólogo posteriormente encontrou vestígios do vírus em seu jardim, dias depois de seu filho localizar um camundongo morto no local.

Atualmente, não existe vacina amplamente disponível nem tratamento antiviral específico contra o hantavírus. O atendimento médico é baseado principalmente em suporte hospitalar intensivo, com controle respiratório e monitoramento dos órgãos afetados.

O surto recente envolvendo o navio MV Hondius segue sendo acompanhado pela . Autoridades internacionais monitoram passageiros e tripulantes após a confirmação de casos associados à cepa Andes — uma das poucas variantes conhecidas com potencial de transmissão entre humanos.

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