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sábado, maio 9, 2026

Argentina investiga possível origem de surto de hantavírus em cruzeiro internacional

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O governo da Argentina iniciou uma investigação epidemiológica para tentar identificar a origem do surto de hantavírus associado ao cruzeiro MV Hondius. Até o momento, oito casos ligados à embarcação já foram registrados.

Segundo o Ministério da Saúde argentino, o navio deixou o país em 1º de abril, enquanto o primeiro relato de sintomas ocorreu poucos dias depois, em 6 de abril. As autoridades agora tentam reconstruir o trajeto completo dos primeiros passageiros infectados para determinar onde teria ocorrido a contaminação.

De acordo com informações oficiais, os primeiros casos identificados envolvem um casal holandês que viajou por diferentes regiões da Argentina e do Chile antes do embarque. O homem morreu dentro do cruzeiro em 11 de abril, enquanto a mulher faleceu semanas depois, já na África do Sul.

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As autoridades sanitárias argentinas afirmam que, até agora, não foram detectados casos relacionados diretamente ao surto dentro do território nacional. Mesmo assim, equipes técnicas do Instituto Malbrán serão enviadas à região de Ushuaia para realizar captura e análise de roedores, principais transmissores do hantavírus.

O governo destacou que a Terra do Fogo não registra casos da doença desde o início da notificação obrigatória, em 1996, mas decidiu ampliar as medidas preventivas diante da repercussão internacional do episódio.

A cepa identificada no surto é a variante Andes, conhecida por circular principalmente nas províncias argentinas de Chubut, Río Negro e Neuquén, além do sul do Chile. Essa variante preocupa especialistas por possuir histórico raro de possível transmissão entre humanos.

O caso do MV Hondius ganhou atenção internacional após suspeitas levantadas pela Organização Mundial da Saúde sobre possível transmissão interpessoal dentro do navio, hipótese considerada incomum para o hantavírus.

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Além da investigação epidemiológica, a Argentina informou que está reforçando a cooperação com outros países envolvidos, fornecendo apoio técnico e compartilhando informações sobre o manejo clínico dos pacientes infectados.

O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores contaminados. A doença pode provocar quadros respiratórios graves e possui alta taxa de mortalidade em algumas variantes.

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