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terça-feira, julho 21, 2026

Estudo identifica bactéria por trás de pandemia que matou comunidade há 1.500 anos

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Pesquisadores conseguiram identificar a causa de uma antiga pandemia que atingiu uma comunidade há cerca de 1.500 anos. A descoberta foi feita a partir de escavações no sítio arqueológico de Jerash, na atual Jordânia, onde uma vala comum chamou a atenção dos cientistas.

O estudo, conduzido pela Universidade do Sul da Flórida, analisou esqueletos encontrados no local e revelou indícios de uma crise sanitária que teria provocado mortes em larga escala em um curto período.

Enterros indicam situação emergencial

Diferentemente dos rituais funerários típicos da época, os corpos foram enterrados juntos, de forma rápida e sem os cuidados tradicionais. Para os pesquisadores, esse padrão sugere que a comunidade enfrentava um número elevado de mortes, impossibilitando práticas funerárias adequadas.

Esse tipo de sepultamento coletivo costuma estar associado a eventos extremos, como guerras, desastres naturais ou epidemias.

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DNA revela presença de bactéria da peste

A chave para entender o que ocorreu veio da análise de material genético preservado em dentes e ossos. Os exames detectaram a presença da bactéria Yersinia pestis, conhecida por causar a peste bubônica.

Essa doença, historicamente devastadora, pode provocar sintomas como febre alta, fraqueza intensa e complicações graves, sendo responsável por grandes epidemias ao longo da história.

A identificação do patógeno reforça a hipótese de que um surto infeccioso foi o principal fator por trás das mortes registradas no local.

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Tecnologia moderna revela doenças do passado

Embora não seja possível reconstituir todos os detalhes do episódio, a pesquisa mostra como técnicas modernas de biologia molecular permitem investigar doenças em populações antigas.

A combinação de arqueologia, genética e história tem ampliado o entendimento sobre como epidemias afetaram civilizações muito antes do avanço da medicina.

O estudo reforça que crises sanitárias não são fenômenos recentes — elas acompanham a humanidade há milênios e continuam sendo um desafio para diferentes sociedades ao longo do tempo.

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