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quarta-feira, setembro 16, 2026

Lula critica Trump e diz que EUA não podem “ameaçar o mundo com guerra”

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao afirmar que o líder norte-americano não pode agir como se fosse “imperador do mundo”. A declaração foi dada em entrevista à revista alemã Der Spiegel, publicada nesta semana.

Segundo Lula, a atuação dos EUA em cenários de tensão internacional tem contribuído para o agravamento de conflitos. “Trump não foi eleito imperador do mundo. Ele não pode ficar ameaçando outros países com guerra o tempo todo”, afirmou.

O presidente brasileiro também alertou para o risco de escalada global, comparando o cenário atual a um ambiente sem liderança clara. “É como se estivéssemos à deriva em alto mar, em um navio sem capitão”, disse.

Críticas ao sistema internacional

Durante a entrevista, Lula defendeu mudanças estruturais em organismos globais, especialmente no Conselho de Segurança da ONU. Para ele, o modelo atual é contraditório, já que os principais membros permanentes são também grandes produtores de armas e protagonistas de conflitos.

O presidente citou ações militares recentes envolvendo potências globais e questionou a legitimidade dessas nações como garantidoras da paz internacional. Ele também sugeriu a ampliação do conselho, com a inclusão de países da África, do Oriente Médio e até mesmo do Brasil e da Alemanha.

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Impactos globais e preocupação social

Lula ainda destacou os efeitos indiretos de conflitos internacionais, principalmente sobre países mais pobres. Segundo ele, uma eventual guerra envolvendo grandes potências pode elevar o custo de alimentos e afetar populações vulneráveis na África e na América Latina.

O presidente mencionou a necessidade de maior atuação do Organização das Nações Unidas e cobrou iniciativas para conter tensões, incluindo a convocação de reuniões internacionais para discutir crises em andamento.

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Eleições e cenário político

Na mesma entrevista, Lula voltou a afirmar que respeitará o resultado das eleições presidenciais, independentemente do vencedor. “Quando o povo toma uma decisão, seja ela de direita, de esquerda ou do centro, temos de aceitar o resultado”, declarou.

Apesar disso, reforçou confiança na vitória de seu grupo político e disse que o Brasil seguirá como uma democracia. Também evitou confirmar oficialmente sua candidatura à reeleição, afirmando que a decisão ainda depende de discussões internas no partido.

A entrevista foi concedida às vésperas de sua viagem à Europa, onde cumpre agenda em países como Espanha, Alemanha e Portugal, com foco em acordos comerciais e articulação política internacional.

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