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quarta-feira, setembro 16, 2026

EUA aceleram plano para levar energia nuclear ao espaço e à Lua até 2030

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O governo dos Estados Unidos deu um passo estratégico para ampliar sua presença no espaço ao anunciar um plano para desenvolver sistemas de energia nuclear fora da Terra. A iniciativa, divulgada pela Casa Branca, prevê testes em órbita já a partir de 2028 e aplicação prática na Lua até o fim da década.

A proposta envolve uma articulação entre a NASA, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e o Departamento de Energia dos Estados Unidos. O objetivo é criar reatores capazes de fornecer energia estável para missões espaciais prolongadas, incluindo operações na superfície lunar e futuras expedições a Marte.

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Corrida contra o tempo no desenvolvimento

O plano estabelece metas ambiciosas. A NASA terá prazo curto para iniciar o desenvolvimento de um reator com potência mínima de 20 quilowatts, com uma versão adaptada para uso na Lua. Também estão em análise modelos menores, desde que ofereçam menor custo e risco operacional.

Em até um ano, a agência deverá selecionar os projetos mais promissores, priorizando tecnologias que possam ser ampliadas no futuro para capacidades superiores, chegando a 100 quilowatts ou mais. A expectativa é que os primeiros testes em órbita ocorram em 2028, com implementação em solo lunar por volta de 2030.

Integração entre governo e indústria

O sucesso da iniciativa depende da colaboração entre diferentes setores. O Departamento de Defesa ficará responsável por mapear aplicações práticas e apoiar financeiramente os primeiros զարգments. Já o Departamento de Energia atuará como suporte técnico, avaliando a capacidade industrial e conduzindo pesquisas complementares.

A estratégia também abre espaço para participação da indústria privada, com a realização de competições para acelerar o desenvolvimento das tecnologias.

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Projetos já em andamento

Mesmo antes do anúncio oficial, a NASA já vinha avançando na área. Um exemplo é a missão experimental voltada à propulsão nuclear elétrica, que utiliza um reator de 20 quilowatts como base para futuras aplicações.

A nova diretriz busca justamente transformar décadas de investimento em resultados concretos. Até agora, apesar dos bilhões aplicados em pesquisa, nenhum sistema nuclear espacial havia sido efetivamente utilizado em voo.

Com o novo plano, os Estados Unidos tentam mudar esse cenário e garantir uma fonte de energia confiável para sustentar a próxima geração de exploração espacial — tanto por robôs quanto por humanos.

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