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sexta-feira, abril 17, 2026

Dólar se mantém em R$ 4,99 enquanto mercado aguarda negociações EUA-Irã

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Dólar recua ligeiramente a R$ 4,99, menor cotação desde março (Foto: Instagram)

O dólar apresentou uma leve queda de 0,03% em relação ao real, cotado a R$ 4,99 nesta quarta-feira (15/4). Com essa variação mínima, o câmbio permaneceu estável, mantendo a moeda americana em seu menor nível desde março de 2024.

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O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o dia em queda de 0,46%, alcançando 197.737,61 pontos. Esse resultado interrompeu uma sequência de dez altas consecutivas, que havia começado em 31 de março.

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Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a cotação do dólar refletiu um cenário de incerteza no exterior. "O mercado aguardava sinais mais claros sobre as negociações entre EUA e Irã, enquanto o petróleo oscilava, mas permanecia abaixo de US$ 100, reduzindo pressões adicionais", explica. "A falta de um vetor direcional claro — combinada com um ajuste de posições após a recente valorização do real — manteve o câmbio com baixa oscilação no pregão de hoje."

Shahini destaca que a divulgação do Livro Bege, relatório qualitativo do Federal Reserve (Fed), reforçou um cenário de pressão inflacionária ainda presente. O relatório apontou uma alta disseminada dos custos de energia e insumos, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio.

GUERRA
"A guerra tem encarecido fretes, combustíveis e cadeias industriais relacionadas ao petróleo", afirma. "Além disso, houve relatos de aumentos em metais, tecnologia, seguros e saúde, indicando que a inflação continua relativamente espalhada."

O analista acredita que o mercado de trabalho americano não mostrou mudança significativa, com estabilidade na maioria dos distritos e sinais marginais de melhora na oferta de mão de obra. "A leitura geral é de uma economia ainda resiliente, mas com pressões inflacionárias mais disseminadas", diz. "Isso tende a reforçar a postura conservadora do Fed na condução da política de juros."

IBOVESPA
Em uma análise geral do Ibovespa, Leandro Martins, analista de renda variável do Banco Inter, acredita que o atual ambiente geopolítico, especialmente sensível, começa a impactar os setores de forma distinta. "Empresas ligadas ao petróleo tendem a apresentar maior volatilidade, muitas vezes com viés positivo em cenários de alta do barril", comenta. "Já setores intensivos em combustível, como companhias aéreas, logística e transporte, podem sofrer mais com o aumento de custos."

Para setores mais sensíveis à Selic, como varejo, construção civil e tecnologia, as oscilações são comuns conforme mudam as expectativas de juros. "Bancos costumam ter um comportamento mais equilibrado, ainda se beneficiando de juros elevados, mas também sensíveis ao ritmo da economia", conclui.

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