A Colômbia anunciou um plano controverso para controlar a população de hipopótamos descendentes de animais que pertenciam ao narcotraficante Pablo Escobar. A estratégia prevê o abate inicial de cerca de 80 indivíduos como forma de conter o avanço da espécie no país.
Crescimento fora de controle
A população atual é estimada em aproximadamente 200 animais, mas projeções indicam que esse número pode chegar a mil até 2035 caso nenhuma medida seja adotada. Os hipopótamos são considerados uma espécie invasora no país e vêm se espalhando por regiões próximas ao rio Magdalena.
Segundo a ministra do Meio Ambiente, Irene Vélez, a decisão foi tomada após tentativas frustradas de controle por outros métodos, como castração e realocação para outros países. “Se não fizermos isso, não conseguiremos controlar a população”, afirmou.
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Impactos ambientais e riscos
Especialistas alertam que os animais causam desequilíbrios ecológicos, ameaçando espécies nativas como peixes-boi e tartarugas, além de danificar áreas agrícolas e representar risco para comunidades locais.
A origem do problema remonta aos anos 1980, quando Escobar importou quatro hipopótamos para seu zoológico particular na Fazenda Nápoles. Após sua morte, em 1993, os animais escaparam e passaram a se reproduzir livremente.
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Debate entre preservação e controle
Apesar dos impactos, a decisão do governo enfrenta forte oposição de ambientalistas e defensores dos direitos dos animais, que criticam o abate como solução.
A senadora Andrea Padilla classificou a medida como “cruel” e afirmou que os hipopótamos são vítimas de negligência estatal. Para críticos, o governo deveria priorizar alternativas não letais, mesmo diante dos desafios logísticos e financeiros.
Enquanto isso, os animais também se tornaram atração turística em algumas regiões, o que adiciona uma camada econômica e social ao debate.
A decisão coloca o país diante de um dilema complexo entre preservação ambiental, segurança pública e bem-estar animal.
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