A tensão entre potências globais ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (14), após a China endurecer o discurso contra os Estados Unidos e sinalizar possíveis retaliações econômicas. O governo chinês rejeitou acusações de que estaria fornecendo armamentos ao Irã e afirmou que não aceitará o uso dessas alegações como justificativa para novas tarifas.
Em coletiva em Pequim, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, classificou as denúncias como infundadas. “A China tem adotado consistentemente uma abordagem prudente e responsável em relação à exportação de produtos militares e exerce um controle rigoroso de acordo com suas leis e regulamentos internos de controle de exportação, bem como com suas obrigações internacionais”, afirmou.
Segundo ele, os relatos são “fabricados” e, caso Washington avance com medidas comerciais baseadas nessas acusações, Pequim responderá com “contramedidas firmes”.
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Críticas ao bloqueio no Golfo
A China também criticou diretamente a decisão dos EUA de restringir o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do petróleo mundial. Para Pequim, a medida amplia os riscos de escalada no conflito e ameaça a estabilidade global.
Guo Jiakun classificou a ação como um “comportamento perigoso e irresponsável”, destacando que o bloqueio pode intensificar ainda mais as tensões na região.
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Disputa comercial e pressão geopolítica
O endurecimento do discurso ocorre em meio à estratégia do presidente Donald Trump, que tem adotado uma postura mais agressiva tanto no campo militar quanto econômico. A possibilidade de novas tarifas contra a China adiciona pressão a um cenário já marcado por incertezas.
O bloqueio anunciado por Washington passou a valer na segunda-feira (13) e mira embarcações com origem ou destino em portos iranianos, afetando diretamente o fluxo de energia global.
Com cerca de 20% do petróleo mundial passando pela região, qualquer restrição no Estreito de Ormuz tende a gerar impactos imediatos nos mercados internacionais, elevando preços e aumentando a volatilidade econômica.
A troca de declarações entre as duas potências reforça o risco de que o conflito ultrapasse o campo regional e avance para uma disputa mais ampla, envolvendo comércio, energia e segurança global.
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