Os brasileiros voltaram a retirar mais recursos do que depositaram na caderneta de poupança em março. Segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil, a saída líquida foi de R$ 11,1 bilhões no período.
No mês, os depósitos somaram R$ 369 bilhões, enquanto os saques chegaram a R$ 380 bilhões. O resultado mantém a sequência de retiradas observada desde o início do ano e acompanha um movimento que já vinha sendo registrado em 2025.
Na comparação anual, o volume retirado é semelhante ao de março do ano passado, quando a saída líquida ficou em R$ 11,4 bilhões.
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Tendência de retirada continua em 2026
Os dados mais recentes mostram que o ano começou com forte retirada de recursos. Em janeiro, os saques líquidos atingiram R$ 23 bilhões, seguidos por R$ 6,6 bilhões em fevereiro e agora R$ 11,1 bilhões em março.
Esse comportamento indica uma preferência crescente por outras formas de investimento, especialmente em um cenário de juros mais elevados, que tende a reduzir a atratividade da poupança.
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Histórico recente
Em 2025, a caderneta registrou saída líquida de R$ 15,5 bilhões ao longo do ano, com R$ 4,17 trilhões em depósitos e R$ 4,21 trilhões em saques. Apesar do saldo negativo, o resultado foi melhor do que o de 2023, quando a retirada líquida alcançou R$ 87,8 bilhões — uma das maiores da série histórica.
Entre os segmentos, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo teve saída de R$ 9 bilhões em março, enquanto a poupança rural registrou déficit de R$ 2 bilhões.
O cenário reforça uma mudança gradual no comportamento dos brasileiros, que vêm migrando recursos para alternativas com maior rendimento, reduzindo o protagonismo da poupança no sistema financeiro nacional.
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