Pesquisadores brasileiros deram mais um passo em um projeto inédito na América Latina ao identificar sinais de gestação em uma fêmea suína que recebeu embriões clonados. A expectativa agora é confirmar o desenvolvimento de três novos clones, resultado de uma iniciativa voltada à inovação em biotecnologia e saúde.
O trabalho é conduzido pelo Instituto de Zootecnia, em parceria com o Genoma da USP, a Faculdade de Medicina da USP e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas. A fêmea, mantida em unidade experimental em Piracicaba, passou por um procedimento de transferência de embriões e apresentou indícios iniciais de prenhez.
A confirmação da gestação ainda depende de avaliações técnicas previstas para os próximos dias. Caso seja validada, a pesquisa avança para uma nova fase no desenvolvimento de animais geneticamente modificados com potencial aplicação em transplantes de órgãos.
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Primeiro marco já foi alcançado
O projeto ganhou destaque em março de 2026, com o nascimento do primeiro clone suíno da América Latina. O animal foi gerado a partir de células modificadas geneticamente, com a remoção de três genes associados à rejeição imunológica em humanos — etapa considerada essencial para estudos de xenotransplante.
Segundo especialistas envolvidos, o objetivo é acompanhar o crescimento desses animais até a maturidade, reunindo dados que possam orientar futuras aplicações clínicas.
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Potencial para a medicina
A pesquisa tem como foco ampliar as possibilidades de transplantes entre espécies, uma alternativa estudada para enfrentar a escassez de órgãos disponíveis. “Queremos usar nossos conhecimentos em zootecnia para que as pessoas vivam mais e com melhor qualidade de vida”, afirmou o coordenador do projeto, Enilson Geraldo Ribeiro.
Para garantir a viabilidade dos experimentos, as equipes desenvolveram protocolos específicos que envolvem desde controle sanitário até técnicas cirúrgicas e sincronização reprodutiva.
O avanço reforça o papel da ciência brasileira na fronteira da biotecnologia e aponta para um cenário em que a produção de órgãos em animais possa, no futuro, ajudar a reduzir filas de transplante e salvar vidas.
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