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quarta-feira, setembro 16, 2026

Corrida pela Lua esquenta e China pode ultrapassar os EUA no retorno humano ao satélite

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A nova corrida espacial pode ganhar um protagonista inesperado. A China avança em seu programa lunar e já projeta levar astronautas à superfície da Lua até 2030 — com chances reais de chegar antes dos Estados Unidos, que enfrentam atrasos em seu cronograma.

Enquanto os norte-americanos seguem com o programa Artemis, hoje com previsão de pouso tripulado apenas em 2028, os chineses vêm acelerando testes e desenvolvimento de tecnologias próprias. A diferença de ritmo reacende a disputa por um feito histórico: o primeiro retorno humano à Lua desde a missão Apollo 17, em 1972.

Como será a estratégia chinesa

O plano da Agência Espacial Tripulada da China envolve duas espaçonaves operando em conjunto. A cápsula tripulada Mengzhou levará os astronautas até a órbita lunar, lançada pelo foguete Longa Marcha 10.

Em paralelo, outro lançamento transportará o módulo de pouso Lanyue, responsável por levar a tripulação até a superfície. As duas estruturas devem se acoplar ao redor da Lua antes da descida.

Testes recentes já indicam avanço no projeto. Em fevereiro, um voo não tripulado avaliou sistemas críticos da cápsula, como o mecanismo de escape e a separação do foguete — etapas essenciais para missões tripuladas.

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Onde será o pouso

Os estudos iniciais apontam para regiões próximas ao equador lunar, consideradas mais seguras para as primeiras operações. Entre os locais analisados está Rimae Bode, uma área vulcânica antiga que pode conter materiais valiosos para entender a formação da Lua e até da própria Terra.

“Pousar em Rimae Bode seria como abrir um livro de história em alta definição sobre a vida da Lua”, afirmou o cientista Jun Huang.

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Muito além da “corrida”

Apesar da comparação frequente com a disputa geopolítica do século passado, especialistas apontam que os objetivos atuais vão além de simplesmente “chegar primeiro”. Tanto China quanto Estados Unidos miram presença contínua no satélite.

De um lado, os chineses articulam, junto à Rússia, a criação da Estação Internacional de Pesquisa Lunar, prevista para a década de 2030. Do outro, os americanos estudam instalar uma base no polo sul lunar, região estratégica por possíveis reservas de gelo de água.

Mais do que uma competição, o cenário indica uma nova fase da exploração espacial — marcada não só por prestígio, mas também por ciência, tecnologia e presença humana de longo prazo fora da Terra.

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