Uma proposta inusitada está atraindo interessados em experiências extremas: um projeto científico busca voluntários para viver temporariamente nos Alpes italianos, com todas as despesas pagas e compensação que pode chegar a 6 mil euros.
A iniciativa é conduzida pelo Instituto de Medicina Emergencial em Montanhas, com apoio do Centro de Pesquisa Eurac. O objetivo é entender como o isolamento, a altitude e condições ambientais extremas afetam o organismo humano.
Os participantes selecionados deverão passar cerca de oito dias em um abrigo de montanha, em ambiente controlado e com contato mínimo com o mundo externo. Durante esse período, serão monitorados continuamente por pesquisadores, que vão analisar respostas físicas e psicológicas.
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Ao todo, 12 voluntários serão escolhidos para integrar o estudo, que ocorre entre agosto e setembro. No entanto, o compromisso total envolve cerca de um mês e meio, incluindo etapas preparatórias e de acompanhamento.
A rotina será rigorosamente definida pela equipe científica, com horários e atividades controladas. O uso de tecnologia será limitado, reforçando a proposta de simular um cenário de isolamento.
Para participar, é necessário ter entre 18 e 40 anos, boa condição de saúde e disponibilidade integral. O projeto impõe uma série de restrições: não são aceitos fumantes, pessoas que consomem álcool ou drogas, indivíduos com hipertensão, que utilizam medicação contínua ou que tenham passado recentemente por altitudes elevadas.
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Também ficam de fora candidatos com dietas específicas, alergias alimentares, transtornos alimentares, deficiência de ferro ou gestantes.
A pesquisa busca aprofundar o conhecimento sobre como o corpo humano reage a ambientes extremos — um tema relevante não apenas para a medicina, mas também para áreas como exploração em regiões remotas e até futuras missões espaciais.
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