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quarta-feira, setembro 16, 2026

Entidades de imprensa criticam decisão de Moraes contra jornalista

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Associações que representam veículos de comunicação no Brasil classificaram como preocupante a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supreme Federal Court (STF), que autorizou busca e apreensão na residência do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida.

A crítica foi feita em nota conjunta divulgada pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), pela Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e pela Associação Nacional de Jornais (ANJ).

Segundo as entidades, a decisão pode representar uma ameaça ao exercício do jornalismo, especialmente por envolver a possibilidade de violação do sigilo da fonte, garantia prevista na Constituição brasileira.

“As atividades jornalísticas, independentemente do veículo e de sua linha editorial, contam com a proteção constitucional do sigilo da fonte. Qualquer medida que eventualmente viole essa garantia deve ser entendida como um ataque ao livre exercício do jornalismo”, afirmaram as associações no comunicado.

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Investigação e operação policial

O jornalista foi alvo de uma operação da Polícia Federal na última terça-feira (10). Durante a ação, agentes apreenderam telefones celulares e um computador, que serão submetidos à perícia.

A investigação teve início após uma representação apresentada pelo ministro Flávio Dino, também integrante do STF.

Segundo a Polícia Federal, as apurações buscam esclarecer publicações feitas no Blog do Luís Pablo, que mencionavam o suposto uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão pela família do magistrado.

As autoridades investigam se os conteúdos divulgados poderiam configurar crime de perseguição (stalking).

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Debate sobre liberdade de imprensa

Na nota, as associações também criticaram o fato de a decisão estar relacionada ao chamado inquérito das fake news, investigação conduzida pelo STF que apura a disseminação de informações falsas e ataques às instituições.

Para as entidades, a medida se torna ainda mais delicada por atingir um jornalista que não possui prerrogativa de foro.

Ao final do comunicado, Abert, Aner e ANJ afirmaram esperar que a decisão seja revista, defendendo que a liberdade de imprensa e o sigilo da fonte sejam preservados.

O processo tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal, e detalhes adicionais da investigação não foram divulgados até o momento.

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