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quarta-feira, setembro 16, 2026

Exército dos EUA confirma uso de inteligência artificial em operações na guerra do Irã

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As Forças Armadas dos Estados Unidos confirmaram que estão utilizando sistemas avançados de inteligência artificial durante as operações militares no conflito com o Irã. A informação foi divulgada pelo general Brad Cooper, chefe do Comando Central americano (CENTCOM), em meio a debates internacionais sobre o impacto da guerra na população civil.

De acordo com o comandante, as ferramentas de IA têm sido empregadas principalmente para processar grandes volumes de dados estratégicos em tempo reduzido. A tecnologia permite analisar informações de inteligência, imagens e registros operacionais com rapidez, auxiliando militares na tomada de decisões em campo.

Em um vídeo divulgado na quarta-feira (11), Cooper destacou que os sistemas ajudam as forças armadas a interpretar informações complexas com maior agilidade. “Nossos combatentes estão utilizando uma variedade de ferramentas avançadas de IA. Esses sistemas nos ajudam a analisar grandes quantidades de dados em segundos, para que nossos líderes possam filtrar o ruído e tomar decisões mais inteligentes, mais rapidamente do que o inimigo consegue reagir”, afirmou.

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O general ressaltou, porém, que a decisão final sobre operações militares permanece sob responsabilidade humana. Segundo ele, os sistemas são utilizados apenas como apoio à análise de dados e não substituem o comando estratégico dos oficiais.

A confirmação do uso de inteligência artificial ocorre em um momento de pressão internacional sobre as ações militares na região. Críticas se intensificaram após um bombardeio que atingiu uma escola no sul do Irã, episódio que, segundo relatos, deixou mais de 170 mortos, muitos deles crianças. O caso motivou pedidos por uma investigação independente.

Dados divulgados por autoridades iranianas e citados por veículos internacionais indicam que os ataques iniciados em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel já teriam provocado cerca de 1.300 mortes no país.

A Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano também afirmou que a ofensiva atingiu infraestrutura civil significativa. Entre os locais afetados estariam cerca de 20 mil edifícios, além de hospitais, mercados, escolas, instalações esportivas e até uma usina de dessalinização de água.

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O uso de inteligência artificial em operações militares ocorre paralelamente a discussões sobre limites éticos e tecnológicos dessa aplicação. Nos Estados Unidos, por exemplo, a empresa Anthropic — responsável pelo sistema de IA Claude — encerrou um acordo com o Pentágono após se recusar a adaptar sua tecnologia para possíveis usos ligados à vigilância em massa ou armas autônomas.

A questão também vem sendo acompanhada por outros países. Autoridades chinesas alertaram recentemente que a utilização militar irrestrita da inteligência artificial pode representar riscos para a segurança global. Um porta-voz do Ministério da Defesa da China chegou a comparar o cenário a narrativas de ficção científica sobre perda de controle tecnológico.

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