A Justiça do Rio de Janeiro ratificou, nesta terça-feira (10/3), a continuidade da medida de internação para o adolescente apontado como o articulador de um estupro coletivo ocorrido em um apartamento em Copacabana. O jovem, que se apresentou voluntariamente às autoridades na última semana em Belford Roxo, passou por audiência na Vara da Infância e da Juventude, onde foi determinada sua permanência em uma unidade socioeducativa.
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o menor não apenas participou das agressões, como é descrito pelo delegado Ângelo Lajes como a “mente por trás” da ação criminosa. Ex-namorado da vítima — uma adolescente de 17 anos —, ele teria atraído a jovem até o local do crime sob o pretexto de um encontro social entre amigos de escola.
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Estrutura do grupo e desdobramentos
A decisão judicial reforça o cerco aos envolvidos no caso que chocou a Zona Sul carioca. Enquanto o mentor segue sob regime socioeducativo devido à sua idade, os outros quatro comparsas, todos maiores de 18 anos, permanecem em prisão preventiva após audiências de custódia realizadas nos últimos dias. Se condenados, o grupo pode enfrentar penas que somam 20 anos de reclusão.
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Novas denúncias e o uso de chantagem digital
O avanço do inquérito revelou que o caso de Copacabana pode ser apenas a ponta de um iceberg de abusos em série. Outras vítimas procuraram a delegacia relatando episódios similares envolvendo o mesmo mentor. Em um dos depoimentos, uma jovem afirmou ter silenciado por três anos devido a ameaças de vazamento de vídeos íntimos gravados sem consentimento.
Para combater essa tática de intimidação, a polícia solicitou a quebra de sigilo telemático dos aparelhos apreendidos. O objetivo é recuperar arquivos armazenados em nuvem que comprovem a gravação dos abusos e a extorsão das vítimas.
“Vamos usar todos os recursos tecnológicos possíveis. Pensamos em uma queda telemática para ver se a gente consegue achar algo na nuvem. Inclusive, a mãe que esteve aqui relatou que a filha teria sido gravada e isso teria sido uma forma de intimidação para que ela não fizesse o boletim de ocorrência”, afirmou o delegado Lajes, destacando que a repercussão do caso atual foi o estopim para que vítimas antigas rompessem o silêncio em 2026.
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