Prestes a completar dois meses detido na Papudinha, em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro contabilizou 144 atendimentos médicos desde o início do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe.
Os dados constam na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que rejeitou novo pedido da defesa para concessão de prisão domiciliar humanitária.
Além das consultas médicas, o relatório informa que Bolsonaro realizou 13 sessões de fisioterapia. Até 22 de fevereiro, ele havia recebido 36 visitas de terceiros, em sua maioria aliados políticos. O documento também registra quatro dias de assistência religiosa e atendimento de advogados em 29 ocasiões.
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Tratamentos e visitas
A decisão autoriza ainda que o ex-presidente realize sessões de estimulação elétrica craniana (CES) três vezes por semana — às segundas, quartas e sextas-feiras. O procedimento, conduzido pelo psicólogo Ricardo Caiado, tem como finalidade auxiliar no sono e no controle de ansiedade, depressão e crises de soluço.
Para Moraes, o volume de atendimentos e a rotina de visitas indicam que a unidade prisional oferece condições adequadas. “Da relação de visitas informadas pela instituição custodiante, podemos verificar que o apenado tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política”, escreveu o ministro na decisão.
O magistrado também mencionou laudo da Polícia Federal que conclui que as comorbidades apresentadas não justificam a transferência para o regime domiciliar. Segundo ele, as adaptações da unidade atendem às necessidades de saúde do ex-presidente e garantem acompanhamento médico contínuo.
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Cumprimento de pena
Bolsonaro foi transferido para a Papudinha em 15 de janeiro, após deixar a Superintendência da Polícia Federal. Ele permanece em sala de Estado-Maior na unidade administrada pela Polícia Militar do Distrito Federal.
A defesa já havia apresentado pedido semelhante anteriormente, também negado pelo STF. Na nova decisão, Moraes reiterou que não há elementos que indiquem incapacidade da estrutura prisional para assegurar tratamento adequado.
Com a negativa, o ex-presidente segue cumprindo pena em regime fechado, enquanto seus advogados avaliam novas medidas judiciais.
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