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quarta-feira, setembro 16, 2026

Sam Altman rebate críticas sobre uso de água pelo ChatGPT

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O debate sobre o impacto ambiental da inteligência artificial voltou ao centro das atenções após declarações de Sam Altman, CEO da OpenAI, durante participação no AI Summit, realizado na Índia. Em entrevista ao jornal The Indian Express, o executivo classificou como “completamente falsa” a afirmação de que cada pergunta feita ao ChatGPT consome grandes volumes de água.

Segundo Altman, estimativas que associam uma única consulta ao uso de galões de água não refletem a realidade operacional da empresa. Ele argumenta que o debate precisa considerar o funcionamento completo da infraestrutura, e não simplificações isoladas.

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De onde vem a preocupação

A discussão tem relação direta com os data centers, que utilizam sistemas de resfriamento para evitar o superaquecimento dos servidores. Em muitos casos, parte desse processo envolve água.

Relatórios recentes indicam que o consumo hídrico global voltado ao resfriamento de instalações de computação de alto desempenho pode crescer de forma expressiva nas próximas décadas, impulsionado pela expansão da IA. A projeção alimenta preocupações ambientais, especialmente em regiões sujeitas a escassez hídrica.

Altman reconheceu que o aumento global do consumo energético é um desafio real, mas destacou que o problema não está na energia ou água “por pergunta”, e sim na escala crescente de uso da tecnologia. Para ele, a solução passa por acelerar a transição para fontes limpas, como energia nuclear, solar e eólica.

Comparação com humanos

Durante a entrevista, Altman também contestou uma comparação feita por Bill Gates, que citou o cérebro humano como modelo de eficiência energética.

O CEO da OpenAI argumentou que a análise precisa levar em conta o “custo de treinamento” de um ser humano ao longo de anos de desenvolvimento. Segundo ele, ao comparar a energia necessária para um modelo já treinado responder a uma pergunta com a energia utilizada por um adulto para realizar a mesma tarefa, a IA pode ser considerada competitiva.

A declaração provocou críticas, incluindo do empresário indiano Sridhar Vembu, que questionou a equiparação entre máquinas e pessoas.

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Expansão sob escrutínio

O debate ocorre em um momento de investimentos bilionários em novos data centers ao redor do mundo. Dados divulgados pelo Fundo Monetário Internacional indicam que o consumo elétrico dessas estruturas já se aproxima do total utilizado por países industrializados.

Governos aceleram aprovações de projetos energéticos para sustentar a demanda crescente, enquanto ambientalistas alertam para possíveis impactos sobre metas de neutralidade de carbono e sobre redes elétricas locais.

A controvérsia evidencia o desafio de equilibrar avanço tecnológico e sustentabilidade, em um cenário em que a inteligência artificial se consolida como infraestrutura estratégica da economia digital.

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