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quarta-feira, setembro 16, 2026

Mamonas Assassinas terão restos mortais exumados após quase três décadas

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Quase 30 anos após a tragédia que interrompeu uma das trajetórias mais meteóricas da música brasileira, os restos mortais dos integrantes do Mamonas Assassinas serão exumados. A medida está prevista para ocorrer na próxima segunda-feira, dia 23, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

A decisão partiu das próprias famílias dos músicos, que chegaram a um consenso sobre a cremação dos corpos. A proposta é transformar as cinzas em material orgânico para o plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos — cidade onde o grupo foi formado e onde construiu sua base de fãs.

O quinteto formado por Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli marcou a década de 1990 com irreverência, humor escrachado e uma mistura inusitada de estilos musicais. Canções como “Pelados em Santos” e “Sabão Crá-Crá” transformaram a banda em fenômeno nacional em poucos meses.

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O único álbum do grupo, lançado em 1995, ultrapassou a marca de 1,8 milhão de cópias vendidas em menos de um ano. Posteriormente, as vendas superaram a casa dos 3 milhões de unidades, consolidando o disco como um dos maiores sucessos comerciais da música brasileira.

A tragédia que comoveu o país

A carreira foi interrompida na noite de 2 de março de 1996. Após uma apresentação em Brasília, a banda retornava a São Paulo em um Learjet 25D quando, durante o procedimento de arremetida para pouso, a aeronave colidiu contra a Serra da Cantareira, na zona norte da capital paulista. Não houve sobreviventes.

Além dos cinco músicos, morreram no acidente o piloto, o copiloto, um assistente de palco e um segurança que acompanhavam a equipe.

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O velório coletivo, realizado no Ginásio Municipal Paschoal Thomeu, em Guarulhos, reuniu cerca de 30 mil pessoas. O cortejo até o cemitério foi acompanhado por uma multidão estimada em mais de 100 mil fãs, em uma das maiores despedidas públicas já registradas no país.

Durante o sepultamento, familiares, amigos e admiradores entoaram “Parabéns a Você” em homenagem a Dinho, que completaria 25 anos dois dias depois do acidente. Agora, três décadas mais tarde, uma nova etapa de despedida será realizada — desta vez, transformando memória em símbolo de renovação.

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