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quarta-feira, setembro 16, 2026

Ministério da Saúde nega circulação do vírus Nipah no Brasil

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O Ministério da Saúde esclareceu que não há registro de casos confirmados do vírus Nipah no Brasil. A manifestação oficial ocorreu após a disseminação de informações falsas nas redes sociais sobre a presença da doença no país e o risco iminente de uma nova pandemia.

Em nota, a pasta informou que o Brasil mantém protocolos permanentes de vigilância para agentes considerados altamente patogênicos e que, no momento, não há indícios de circulação do vírus em território nacional. O entendimento do ministério está alinhado às avaliações da Organização Mundial da Saúde.

Segundo a OMS, o surto recente registrado na Índia está praticamente encerrado. Apenas dois casos foram confirmados, ambos em profissionais de saúde. As autoridades locais identificaram 198 pessoas que tiveram contato com os infectados, todas testadas com resultado negativo. O último caso foi registrado em 13 de janeiro, indicando que o período de monitoramento se aproxima do fim.

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Em informe técnico divulgado recentemente, a organização classificou o risco global como baixo e reforçou que não há registros de transmissão fora das áreas já conhecidas.

Na última sexta-feira (6), a OMS também confirmou um caso isolado do vírus em Bangladesh, que resultou na morte da paciente. As autoridades de saúde do país identificaram 35 contatos próximos, que seguem sob monitoramento. Até o momento, não houve confirmação de novos casos.

O Ministério da Saúde destacou ainda que o vírus Nipah está associado a espécies específicas de morcegos frugívoros que não existem no Brasil, o que reduz significativamente o risco de transmissão no país neste momento.

O que é o vírus Nipah

O vírus Nipah é um agente zoonótico, transmitido de animais para humanos, identificado pela primeira vez no fim da década de 1990. Seus principais reservatórios naturais são morcegos-das-frutas, que podem portar o vírus sem apresentar sintomas e eliminá-lo por meio da saliva, urina e fezes.

A infecção em humanos pode evoluir de forma rápida e grave, atingindo principalmente os sistemas respiratório e nervoso central. Há registros de transmissão por meio do consumo de frutas contaminadas, da ingestão de seiva crua de árvores e do contato com animais intermediários, como porcos. Em situações específicas, sobretudo em ambientes hospitalares, também pode ocorrer transmissão entre pessoas.

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Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça intensa, dores no corpo, náuseas e vômitos. Em quadros mais severos, a doença pode causar confusão mental, convulsões, encefalite e insuficiência respiratória.

Apesar da alta taxa de letalidade e da ausência de vacina ou tratamento específico, autoridades de saúde reforçam que, no cenário atual, não há indicação de risco para a população brasileira. O país segue monitorando continuamente eventos internacionais e adotando medidas preventivas conforme os protocolos de vigilância epidemiológica.

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