A Polícia Civil de Santa Catarina encerrou nesta terça-feira (3) a investigação sobre a morte do cão conhecido como Orelha, ocorrida na região da Praia Brava, em Florianópolis. A apuração concluiu que adolescentes estiveram diretamente envolvidos nas agressões que levaram à morte do animal, e um deles deverá cumprir medida de internação.
Segundo os investigadores, a versão apresentada por um dos adolescentes entrou em choque com o material reunido ao longo do inquérito. Em depoimento, o jovem afirmou que permaneceu no condomínio durante toda a madrugada, alegando que ficou na “área da piscina”. No entanto, a análise de imagens de câmeras de segurança revelou uma movimentação incompatível com esse relato.
As gravações mostram que o adolescente deixou o condomínio por volta das 5h25 e retornou cerca de meia hora depois, acompanhado de uma amiga. Para a polícia, esse intervalo foi determinante para comprovar que ele esteve fora do local no momento em que o crime ocorreu, contrariando o que havia sido declarado oficialmente.
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Além do principal investigado, a Polícia Civil responsabilizou três adultos por coação no curso do processo, após identificar tentativas de influenciar testemunhas. Ao todo, 24 pessoas foram ouvidas durante a investigação, que também analisou a conduta de outros sete adolescentes.
O trabalho de apuração incluiu a verificação de mais de mil horas de imagens captadas por 14 câmeras instaladas na região. Roupas usadas no dia do crime, reconhecidas nas gravações, foram apreendidas e incorporadas ao conjunto de provas. Um software de origem francesa, utilizado pela corporação, auxiliou na confirmação da localização do adolescente no horário das agressões.
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Por envolver menores de idade, o caso tramita sob segredo de Justiça, conforme informou o Tribunal de Justiça de Santa Catarina. As medidas aplicáveis seguem as normas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.
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