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quarta-feira, setembro 16, 2026

Nova tecnologia pode mudar a segurança marítima e evitar naufrágios

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Mais de um século após o naufrágio do Titanic, a ciência segue buscando soluções para reduzir riscos no transporte marítimo. Pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, apresentaram uma tecnologia que pode representar um avanço significativo nessa área: tubos metálicos capazes de permanecer à tona mesmo após sofrerem danos severos.

O estudo, liderado pelo engenheiro Chunlei Guo, mostrou que essas estruturas não perdem a capacidade de flutuar, independentemente do tempo submersas ou do nível de comprometimento estrutural. Os resultados foram publicados na revista científica Advanced Functional Materials.

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Como o metal consegue flutuar

Para alcançar esse resultado, os cientistas modificaram a superfície dos tubos, criando micro e nanoporos que tornam o material super-hidrofóbico — ou seja, altamente repelente à água. Essa característica permite que a superfície aprisione bolhas de ar estáveis, impedindo que a água ocupe o interior da estrutura.

Com isso, mesmo quando submersos ou perfurados, os tubos não se enchem de água e continuam flutuando. O princípio é semelhante ao observado em organismos da natureza, como aranhas que mergulham e formigas-de-fogo, capazes de reter ar no corpo para se manterem na superfície.

“É importante destacar que adicionamos uma divisória no meio do tubo para que, mesmo se você o empurrar verticalmente na água, a bolha de ar permaneça presa dentro dele e o tubo mantenha sua capacidade de flutuar”, explicou Guo em comunicado.

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Testes extremos e resistência a danos

A equipe já havia desenvolvido, em pesquisas anteriores, discos metálicos flutuantes com tecnologia semelhante. No entanto, esses modelos apresentavam limitações quando submetidos a rotações ou inclinações extremas. Os tubos, por sua vez, demonstraram desempenho superior em simulações de ambientes turbulentos, semelhantes às condições reais do mar.

“Testamos os tubos em ambientes extremamente hostis durante semanas seguidas e não constatamos nenhuma degradação em sua flutuabilidade. Você pode fazer grandes furos neles e mesmo assim eles ainda flutuam”, afirmou o pesquisador.

Aplicações futuras

Os cientistas acreditam que a inovação pode ser aplicada em diferentes contextos, como na construção de embarcações, boias de segurança, plataformas flutuantes e estruturas marítimas que exigem alta resistência a falhas.

Em testes de laboratório, a equipe conectou vários tubos para avaliar a capacidade de suportar peso, observando que o conjunto manteve estabilidade e flutuação, o que abre caminho para aplicações em larga escala na indústria naval e offshore.

A descoberta reforça como avanços em engenharia de materiais podem redefinir padrões de segurança no mar, reduzindo o risco de naufrágios mesmo em situações extremas.

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