O apartamento onde morava o síndico Cléber Rosa de Oliveira, preso por suspeita de matar a corretora Daiane Alves de Souza, foi invadido e destruído nesta quarta-feira (28), em Caldas Novas. A ação ocorreu poucas horas após a prisão do investigado e incluiu atos de vandalismo também nas áreas comuns do condomínio.
De acordo com registros da Polícia Militar de Goiás, o imóvel teve móveis quebrados, eletrodomésticos danificados e paredes pichadas com tinta vermelha. Em uma das inscrições, a palavra “assassino” foi deixada em destaque. O quadro de energia do apartamento também foi arrancado. Na parte externa, recepção, janelas e sofás do prédio foram alvo de depredação e mensagens de repúdio.
Até o momento, não há confirmação sobre quem praticou os atos. A Polícia Civil de Goiás abriu apuração específica para identificar os responsáveis pelo vandalismo, enquanto mantém o foco principal na investigação do homicídio.
++ Corte russa inclui grupo satanista em lista de extremismo e amplia restrições ideológicas
Confissão e contradições
Preso na madrugada do mesmo dia, Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, confessou à polícia o assassinato da corretora, desaparecida desde 17 de dezembro de 2025. Segundo os investigadores, foi o próprio suspeito quem indicou o local onde o corpo havia sido deixado, em uma área de mata. O cadáver foi encontrado em avançado estado de decomposição.
O filho do síndico, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso, sob suspeita de participação no crime. Ao chegar à delegacia, Cléber declarou que o filho “não fez nada”. A Polícia Civil, no entanto, segue analisando o grau de envolvimento de cada pessoa citada no inquérito, incluindo um porteiro do condomínio, que foi levado para prestar esclarecimentos.
Em depoimento, Cléber afirmou que matou Daiane após uma discussão no subsolo do prédio onde ambos estavam, no dia em que ela foi vista pela última vez. Ele relatou que colocou o corpo na carroceria de sua picape e deixou o local. A versão, porém, contradiz declarações anteriores, nas quais havia negado ter saído do condomínio naquela noite.
Imagens de câmeras de segurança já analisadas pela polícia mostram o suspeito deixando o prédio por volta das 20h do dia do desaparecimento, dirigindo o veículo mencionado.
++ Promessa de amor e lucro termina em golpe milionário contra idosa nos Estados Unidos
Últimos registros
Daiane desceu ao subsolo do edifício para verificar uma queda de energia em seu apartamento. Câmeras registraram o momento em que ela entra no elevador e conversa com o porteiro. Em seguida, há um intervalo de aproximadamente dois minutos nas gravações — justamente quando ela retorna ao subsolo. Não há imagens que indiquem sua saída do prédio.
Outro elemento considerado relevante pela investigação é que a corretora tinha o hábito de gravar vídeos durante deslocamentos e enviá-los a uma amiga. Um desses registros, feito no subsolo, nunca foi localizado. Daiane deixou o apartamento destrancado, não levou objetos pessoais e não embarcou em uma viagem que faria para Uberlândia (MG) dias depois.
Após semanas sem contato e sem sinais de vida, o caso passou a ser tratado oficialmente como homicídio. As prisões ocorreram após oitivas, análises técnicas e cruzamento de informações conduzidos por uma força-tarefa da Polícia Civil.
Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech



