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quarta-feira, setembro 16, 2026

Dor e indignação marcam reação da mãe após prisão dos suspeitos pela morte de corretora

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A confirmação da morte da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, provocou uma reação de revolta da mãe da vítima, Nilse Alves Pontes, após ela tomar conhecimento da identidade dos suspeitos presos pelo crime. O episódio ocorreu na entrada do prédio onde Daiane morava, em Caldas Novas, no interior de Goiás, e foi registrado em vídeo.

As imagens mostram Nilse em estado de forte abalo emocional, arremessando objetos e plantas que estavam na área comum do edifício. Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025, e o corpo foi localizado na madrugada desta quarta-feira (28/1), em uma área de mata do município.

Na mesma data, a polícia prendeu o síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, e o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira. O porteiro do condomínio também foi levado para prestar esclarecimentos. A Polícia Civil de Goiás apura o grau de envolvimento de cada um dos citados.

Segundo os investigadores, foi o próprio Cléber quem indicou o local onde o corpo havia sido deixado. A vítima foi encontrada em estágio avançado de decomposição, o que reforçou a linha de investigação por homicídio.

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Versões contraditórias e imagens decisivas

Em depoimento mais recente, Cléber afirmou que matou Daiane após uma discussão no subsolo do prédio, no dia do desaparecimento, e declarou ter agido sozinho. Ele relatou ainda que colocou o corpo na carroceria de sua picape e deixou o condomínio naquela noite.

A versão contradiz declarações anteriores, nas quais o síndico havia negado ter saído do prédio. Análises das câmeras de segurança, porém, mostram o veículo deixando o local por volta das 20h do dia 17 de dezembro, informação considerada decisiva para o avanço do inquérito.

As investigações apontam que Daiane desceu ao subsolo para verificar uma queda de energia em seu apartamento. Câmeras registraram a corretora entrando no elevador e conversando com o porteiro. Em seguida, há uma lacuna de cerca de dois minutos nas gravações, exatamente no momento em que ela retorna ao subsolo. Não há imagens que indiquem a saída da vítima do edifício.

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Outro ponto analisado pela polícia é o desaparecimento de um vídeo que Daiane teria gravado no subsolo e enviado a uma amiga — prática que ela costumava adotar ao se deslocar pelo prédio. O registro nunca foi localizado.

No dia do sumiço, a corretora vestia roupas simples, deixou o apartamento destrancado e não levou objetos pessoais. Ela tinha viagem marcada para Uberlândia (MG) no período do Natal, mas não embarcou nem manteve contato com familiares a partir daquela data.

O caso passou a ser tratado formalmente como homicídio após semanas sem notícias da vítima. As prisões ocorreram após a realização de oitivas, análise de imagens e cruzamento de dados conduzidos por uma força-tarefa da Polícia Civil.

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