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quarta-feira, setembro 16, 2026

Morre em Roma Valentino Garavani, criador que eternizou o luxo italiano na moda

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O estilista italiano Valentino Garavani morreu nesta segunda-feira (19), aos 93 anos, em Roma. Fundador da grife Valentino, ele foi um dos nomes mais influentes da moda internacional e ficou conhecido como o “último imperador” da alta-costura — expressão consagrada a partir de um documentário lançado em 2008 que retratou sua trajetória e seu impacto no setor.

Ao longo de décadas, Valentino construiu uma assinatura estética inconfundível, marcada pela elegância clássica, pelo romantismo refinado e por uma visão de feminilidade que se tornou referência mundial. Seu trabalho ajudou a consolidar a moda italiana como sinônimo de sofisticação, disputando protagonismo com a tradição francesa nas principais capitais do luxo.

Nascido em Voghera, no norte da Itália, em 1932, Valentino demonstrou interesse pela moda ainda jovem, inspirado pelos figurinos exuberantes do cinema hollywoodiano. A formação profissional ocorreu em Paris, onde estudou na École des Beaux-Arts e na Chambre Syndicale de la Couture, além de passar pelas maisons de Jean Dessès e Guy Laroche. A experiência francesa foi decisiva para o rigor técnico que se tornaria uma de suas principais marcas.

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De volta à Itália, abriu seu ateliê em Roma, em 1959. Pouco depois, conheceu Giancarlo Giammetti, parceiro de negócios e de vida, com quem estruturou a maison Valentino. A apresentação da primeira coleção, em 1962, no Palazzo Pitti, em Florença, projetou imediatamente o estilista no circuito internacional e atraiu uma clientela global.

A identidade visual criada por Valentino combinava linhas precisas, tecidos leves como o chiffon e uma paleta que explorava contrastes elegantes, especialmente entre preto e branco. No entanto, foi o chamado “vermelho Valentino” que se tornou o símbolo máximo da grife — um tom intenso que passou a representar glamour, sensualidade e poder feminino, indo além da moda para se tornar um ícone cultural.

Ao longo da carreira, o estilista vestiu figuras históricas e celebridades que ajudaram a amplificar sua imagem, como Jackie Kennedy Onassis, Elizabeth Taylor, Sophia Loren e integrantes de famílias reais europeias. Fora das passarelas, o estilo de vida sofisticado, marcado por palácios, iates e eventos exclusivos, contribuiu para alimentar o mito em torno do costureiro.

Mesmo após sua aposentadoria das passarelas, em 2008, o legado de Valentino permaneceu vivo. A casa seguiu sob direção criativa de nomes como Maria Grazia Chiuri e Pierpaolo Piccioli, que atualizaram a linguagem da marca sem romper com os códigos estabelecidos por seu fundador.

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Com a morte de Valentino Garavani, a moda se despede de um criador que não apenas desenhou vestidos, mas ajudou a definir uma ideia de elegância atemporal. Seu nome permanece associado a um período em que a alta-costura era sinônimo de poder simbólico, excelência artesanal e visão artística duradoura.

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