Cinco dias depois de desaparecer em uma trilha no Pico Paraná, o jovem Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, usou as redes sociais para mostrar as consequências físicas do período em que ficou isolado na mata. Em fotos e vídeos publicados nesta quinta-feira (8), ele exibiu hematomas espalhados pelo corpo, além de ferimentos nas mãos e nos pés.
Roberto se perdeu na manhã de 1º de janeiro de 2026, durante a descida da trilha, depois de ter sido deixado para trás pela amiga que o acompanhava no passeio. Os dois haviam subido o pico para assistir ao nascer do sol no primeiro dia do ano. Segundo informações das autoridades do Paraná, o jovem passou mal ao longo do trajeto, com episódios de vômito e sinais de fraqueza física.
Ainda conforme o relato oficial, mesmo debilitado, Roberto conseguiu alcançar um grupo por volta das 4h da madrugada. Pouco depois, a companheira de trilha teria acelerado o ritmo, e o jovem acabou ficando sozinho. A partir desse momento, ele não foi mais visto.
Sem saber como retornar, Roberto percorreu a mata por dias, bebendo água de cachoeiras e caminhando mais de 20 quilômetros até chegar a uma fazenda na região de Cacatu, no município de Antonina. No local, conseguiu ajuda e acionou o resgate. Ele foi levado ao hospital, recebeu atendimento médico e, após avaliação, teve alta.
Em um vídeo publicado pouco depois de ser socorrido, o jovem descreveu o estado em que se encontrava ao deixar a trilha. “Estou cheio de roxos no corpo, várias escoriações, não consigo enxergar porque perdi meus óculos, mas estou bem”, relatou.
++ Esse foi o salto mais perigoso da história
De volta para casa, Roberto segue em recuperação e afirma estar fora de perigo. O caso mobilizou equipes de busca, gerou ampla repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre segurança e responsabilidade em trilhas de alto risco no Paraná.
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