Às vésperas do Natal, o papa Leão XIV renovou um apelo por uma interrupção simbólica das guerras em curso e pediu que as nações respeitem ao menos um dia de paz durante a celebração cristã. A manifestação ocorreu na noite desta terça-feira (23), diante da Villa Barberini, em Castel Gandolfo, onde o pontífice cumpria agenda reservada.
Em sua fala, Leão XIV lamentou de forma explícita a decisão da Rússia de não aderir a uma trégua natalina no conflito contra a Ucrânia. Para o papa, a negativa representa um sinal de “muita tristeza”, especialmente diante do significado espiritual do período. “Faço mais uma vez este pedido a todas as pessoas de boa vontade para que respeitem, ao menos na festa do nascimento do Salvador, um dia de paz”, afirmou.
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O pontífice reiterou o desejo de que haja ao menos 24 horas de cessar-fogo em escala global. “Quem sabe nos escutem e haja um dia de paz”, disse, destacando que o gesto teria valor humanitário e simbólico em meio à escalada de violência registrada nos últimos dias.
Ao abordar a situação na Ucrânia, Leão XIV mencionou os recentes ataques russos e o contraste entre a intensificação dos bombardeios e o espírito natalino. O apelo ocorreu após uma das maiores ofensivas aéreas do mês, que, segundo o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, envolveu centenas de drones e mísseis, atingindo diversas regiões do país e deixando mortos e feridos.
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O papa também voltou sua atenção para o Oriente Médio, ao comentar as negociações em torno do cessar-fogo em Gaza. Ele destacou como “belíssimo” o gesto do cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, que esteve recentemente no território palestino, e relatou conversa com o pároco da Igreja da Sagrada Família em Gaza, padre Gabriel Romanelli.
Segundo o pontífice, mesmo em meio a um cenário de extrema precariedade, comunidades locais tentam manter a celebração do Natal. Leão XIV manifestou a expectativa de que o acordo de cessar-fogo “siga adiante” e contribua para aliviar o sofrimento da população civil.
Encerrando a mensagem, o papa afirmou que o Natal deve servir como um convite à reflexão sobre o valor da vida humana. “Deus se fez humano como nós para nos mostrar o que significa verdadeiramente viver a vida humana”, disse. Ele acrescentou esperar que “o respeito pela vida volte a crescer em todos os momentos da existência humana, da concepção até a morte natural”.
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