Após visitar Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, nesta terça-feira (16/12), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o ex-presidente apresenta melhora no quadro clínico e não teve episódios de soluço durante o encontro. Segundo ele, o pai também demonstrou estar mais disposto emocionalmente.
“Estava bem hoje, graças a Deus, sem soluços. Estava até mais animado. Estava animado porque ele gostou da minha entrevista com o Ratinho ontem”, disse o senador a jornalistas ao deixar o local.
A visita ocorreu um dia depois de a defesa de Bolsonaro solicitar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para a realização de procedimentos cirúrgicos considerados urgentes. O pedido foi feito após exames de ultrassonografia, realizados no domingo (14/12), apontarem a necessidade de intervenção médica.
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Bolsonaro enfrenta crises recorrentes de soluço, que aliados atribuem às complicações decorrentes da facada sofrida em 2018. Desde então, o ex-presidente passou por diferentes procedimentos no intestino. Apesar de relatar melhora momentânea, Flávio defendeu que a cirurgia seja autorizada o quanto antes e criticou o fato de laudos médicos estarem sendo submetidos à perícia da Polícia Federal por determinação judicial.
“O médico havia pedido a cirurgia. E, por incrível que pareça, há uma desconfiança até de médicos. Um juiz desconfiado da palavra de um médico. Nunca vi isso na vida”, afirmou. Segundo ele, o pai já apresentava hérnia na região da perna direita, condição que se agravou.
Ao comentar a situação, o senador pediu “bom senso” ao relator do processo no STF. “Para que não fique transparecendo o que parece que é matar o Bolsonaro aqui onde ele está. É um risco de saúde real, grave. E eu peço muito que ele pare de usar essa jurisprudência de lesão. Os médicos pedindo, comprovando a necessidade de fazer uma intervenção cirúrgica, e o relator enrolando, fazendo, menosprezando a necessidade de tomar conta da saúde dele”, declarou.
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Durante a conversa com o pai, Flávio afirmou ainda que trataram sobre o projeto de lei da dosimetria, que propõe a revisão das penas impostas aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Segundo o senador, Bolsonaro demonstrou preocupação com a situação de pessoas presas e afastadas de suas famílias.
“Se colocasse as pessoas, como a Débora do batom, em casa, próximo de suas famílias, ainda que uma semiliberdade, ele já sentiria menos triste. Falei para ele que foi uma repercussão que foi positiva aqui, mais uma vez ele mostrando que ele coloca o interesse do Brasil e de outras pessoas inocentes à frente do próprio interesse dele”, afirmou.
Esta foi a primeira visita de Flávio Bolsonaro ao pai após a retirada da Lei Magnitsky imposta pelos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes. O senador disse, no entanto, que o tema não foi abordado durante o encontro.
Após a visita do senador, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também esteve na Superintendência da Polícia Federal, mas não falou com a imprensa.
No pedido apresentado ao STF, a defesa de Jair Bolsonaro solicitou autorização para cirurgias de hérnias inguinais bilaterais e para a realização de um bloqueio anestésico do nervo frênico, procedimento indicado como medida complementar para tratar problemas intestinais e as crises persistentes de soluço.
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