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quarta-feira, setembro 16, 2026

Divergências regulatórias levam EUA a adiar pacto tecnológico com o Reino Unido

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Os Estados Unidos decidiram suspender, por tempo indeterminado, a implementação de um acordo tecnológico bilionário com o Reino Unido, em meio a impasses sobre regulação digital e normas de segurança alimentar. O pacto, avaliado em cerca de US$ 40 bilhões, havia sido anunciado como um marco na cooperação entre os dois países, mas encontrou obstáculos após análises internas do governo americano.

Batizado de Acordo de Prosperidade Tecnológica, o entendimento foi apresentado publicamente durante a visita de Estado do presidente Donald Trump ao Reino Unido, em setembro. À época, a iniciativa foi tratada como um símbolo de alinhamento estratégico entre Washington e Londres, com foco em áreas consideradas sensíveis e de alto impacto econômico, como inteligência artificial, computação quântica e energia nuclear de uso civil.

Segundo informações divulgadas pelo New York Times, autoridades americanas passaram a demonstrar desconforto com a postura britânica em temas considerados centrais para o avanço do acordo. Entre os pontos de atrito estão as regras de segurança online, o imposto britânico sobre serviços digitais e exigências relacionadas a padrões alimentares, especialmente no setor de carnes.

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Embora o Reino Unido tenha concordado, em princípio, com a redução de algumas tarifas impostas pelos Estados Unidos ainda em maio, a execução prática dessas medidas avançou lentamente. Negociações em segmentos estratégicos, como o setor siderúrgico, permanecem travadas. Por outro lado, um acordo-quadro na área farmacêutica chegou a ser fechado neste mês, indicando que o diálogo segue ativo, ainda que fragmentado.

Autoridades britânicas, no entanto, rejeitam a possibilidade de flexibilizar regras consideradas fundamentais. Ministros afirmam que a ampliação das exportações de carne bovina americana não comprometeria os padrões sanitários do país, mas deixam claro que a legislação digital e a tributação sobre grandes plataformas não fazem parte da mesa de negociação.

Apesar do adiamento, o governo do primeiro-ministro Keir Starmer busca minimizar o impacto político do impasse. Um porta-voz do premiê afirmou que as conversas continuam e classificou o processo como “complexo e naturalmente demorado”, destacando que é esperado que cada país defenda seus próprios interesses. Segundo ele, a relação bilateral com os Estados Unidos segue forte.

O acordo prevê, em seu escopo, investimentos de dezenas de bilhões de dólares no Reino Unido por parte de grandes empresas de tecnologia, como Microsoft, Google, Nvidia e OpenAI, o que aumenta a pressão para que as tratativas avancem.

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Os Estados Unidos seguem como o principal parceiro comercial do Reino Unido. Recentemente, o secretário britânico de Comércio, Peter Kyle, esteve em Washington em uma tentativa de destravar as negociações. A expectativa é que novas rodadas de conversa ocorram a partir de janeiro, embora ainda não haja prazo definido para a retomada efetiva do acordo.

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