O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (3/12) que aproveitou a conversa telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para defender um alinhamento mais firme entre os dois países no enfrentamento ao crime organizado. Segundo Lula, há investigados brasileiros vivendo em Miami que, nas palavras dele, “praticam crimes aqui e buscam proteção fora do país”.
Em entrevista à TV Verde Mares, o petista disse ter insistido com Trump que o enfrentamento a organizações criminosas exige troca de informações e cooperação contínua. “Expliquei que é fundamental discutir mecanismos conjuntos. Temos gente importante que comete delito no Brasil e mora em Miami”, afirmou. Lula acrescentou que, na conversa, destacou que a repressão ao crime deve se basear em inteligência, “não em armas”.
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A ligação, que durou cerca de 40 minutos, também tratou de comércio exterior. Lula avaliou como positiva a decisão dos EUA de suspender uma tarifa de 40% aplicada a determinados produtos brasileiros e disse esperar avanços adicionais. Ele relatou ter enviado documentos ao governo norte-americano com propostas de integração no combate ao crime organizado e afirmou que Trump demonstrou “total disposição” para trabalhar de forma coordenada com o Brasil.
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“Disse para ele que estamos dispostos a atuar juntos na fronteira, onde for necessário. O crime organizado atrasa o país, corrói a economia e a vida das pessoas. Foi uma conversa extraordinária”, afirmou. Sobre a pauta comercial, Lula disse estar “convencido de que vem coisa boa por aí”, indicando que novas negociações devem avançar nas próximas semanas.
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