Durante mais uma de suas coletivas improvisadas na porta do Air Force One, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disparou insultos contra a repórter Catherine Lucey, da Bloomberg, após ser questionado sobre documentos ligados ao caso Jeffrey Epstein. O episódio ocorreu na sexta-feira (14/1), durante viagem à Flórida, e foi divulgado pelo próprio canal oficial da Casa Branca no YouTube.
Ao ouvir a pergunta — “Se não há nada incriminador nos arquivos, senhor, por que não agir?” — Trump mandou a jornalista ficar em silêncio e, em seguida, a chamou de “porquinha”. A postura hostil se repetiu dias depois, quando ele voltou a encontrar repórteres na pista do aeroporto de West Palm Beach. Lucey perguntou se era adequado que nomes como o apresentador Tucker Carlson dessem espaço a supremacistas brancos como Nick Fuentes, e Trump novamente reagiu com ataques pessoais. “Você é a pior. Não sei por que ainda te contrataram”, disse, sugerindo que a Bloomberg deveria demiti-la.
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As declarações provocaram críticas de entidades internacionais de defesa da imprensa, mas até o momento nem a Casa Branca, nem a Bloomberg ou a própria jornalista comentaram o incidente.
O episódio coincidiu com avanços no Congresso sobre o escândalo Epstein. A Câmara dos Representantes aprovou nesta terça-feira (18/11) um projeto que pode obrigar o Departamento de Justiça a revelar integralmente o dossiê do caso, agora encaminhado ao Senado.
Dois dias após o embate com a repórter, Trump surpreendeu ao declarar apoio à iniciativa que pode tornar públicos documentos sigilosos da investigação — movimento que ocorre após a divulgação de e-mails antigos sugerindo que ele tinha conhecimento de práticas criminosas do ex-financista, com quem manteve amizade no passado.
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