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quarta-feira, setembro 16, 2026

Sam Altman: “Humanos continuarão essenciais na revolução da inteligência artificial”

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O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que a humanidade ainda está “nos estágios iniciais” da revolução provocada pela inteligência artificial (IA) — e garantiu que, apesar dos avanços tecnológicos, os humanos continuarão indispensáveis. A declaração foi feita em entrevista à revista Veja, publicada nesta sexta-feira (7).

Altman demonstrou otimismo com o futuro da IA, mas também ressaltou os desafios estruturais do setor, como o alto custo e a limitação dos data centers necessários para sustentar sistemas como o ChatGPT. Segundo ele, parcerias estratégicas, como a firmada com a Amazon, devem ampliar a capacidade global da empresa.

“Há uma estrada imensa de crescimento à frente. A IA deve liberar as pessoas para atividades criativas e momentos de ócio produtivo”, afirmou.

Brasil ganha protagonismo na estratégia global da OpenAI

Altman anunciou a abertura de um escritório da OpenAI em São Paulo, o primeiro da empresa na América Latina. O objetivo é fortalecer a presença local, apoiar desenvolvedores e aproximar a companhia de empresas que já utilizam o ChatGPT.

“O Brasil é um mercado extremamente relevante. Já são mais de 50 milhões de usuários — e esse número não para de crescer”, destacou o executivo.

Os data centers da OpenAI, segundo ele, devem ser instalados inicialmente na Argentina, mas o Brasil continua no radar para futuros investimentos.

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“A IA não vai substituir os jornalistas”

Ao ser questionado sobre o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho, Altman rejeitou a ideia de que as máquinas substituirão completamente os profissionais humanos.

“As pessoas querem uma conexão com quem está escrevendo a história. Querem saber se há um ser humano por trás, com julgamento humano — alguém em cujo senso crítico elas decidiram confiar”, afirmou.

Ele acrescentou que a IA não “vai acabar com a internet” nem eliminar o papel de jornalistas, médicos ou professores. Para o CEO, o futuro da tecnologia passa pela colaboração entre humanos e sistemas inteligentes, não pela substituição.

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IA como apoio à saúde e à educação

Altman também defendeu o uso responsável da IA em contextos médicos e educacionais. Ele contou que já utilizou o ChatGPT em situações pessoais de saúde e que a empresa colabora com centenas de médicos para aprimorar os recursos clínicos do sistema.

“Em regiões com poucos profissionais, a IA pode ser muito melhor do que nada”, disse.

O executivo reforçou que o chatbot deve ser uma ferramenta complementar, e não um substituto de profissionais de saúde ou terapeutas.

Uma revolução com presença humana

Conhecido por suas declarações provocadoras, Altman brincou que “ficaria feliz” em ser substituído por uma IA mais capaz. Mesmo assim, reiterou que o futuro da tecnologia depende da inteligência humana — aquela capaz de empatia, julgamento e responsabilidade ética.

“Estamos apenas começando. A revolução da IA não é sobre máquinas dominarem os humanos, mas sobre como humanos e máquinas podem evoluir juntos.”

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