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quarta-feira, setembro 16, 2026

Influencer e ex-segurança do Louvre é principal suspeito de roubo milionário de joias da coroa francesa

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A polícia francesa identificou o ex-segurança do Museu do Louvre e influencer digital Abdoulaye N., de 39 anos, como o principal suspeito do roubo de €88 milhões (cerca de R$ 541 milhões) em joias da coroa francesa, ocorrido em 19 de outubro em Paris.

Natural de Aubervilliers, na região metropolitana da capital francesa, Abdoulaye foi preso seis dias após o assalto, que durou menos de sete minutos e foi executado com precisão cinematográfica.

Nas redes sociais, o suspeito era conhecido pelo apelido “Doudou Cross Bitume”, e acumulava seguidores ao publicar vídeos em que realizava acrobacias com moto-scooters e mostrava rotinas de treino físico. A popularidade, que o transformou em uma figura conhecida entre jovens franceses, agora contrasta com o envolvimento em um dos maiores roubos de arte da década.

As autoridades francesas afirmam que vestígios de DNA de Abdoulaye foram encontrados em luvas e ferramentas abandonadas dentro do museu, o que o colocou no centro da investigação. Seu advogado, entretanto, diz que ele nega participação no crime e “confia plenamente na presunção de inocência”.

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O roubo cinematográfico

O assalto ocorreu em plena luz do dia e envolveu quatro homens vestidos com coletes de alta visibilidade, que usaram uma escada extensível acoplada a um caminhão de mudanças para acessar a galeria onde as joias estavam expostas. Em seguida, quebraram vitrines reforçadas e fugiram em motocicletas, antes da chegada da segurança.

Entre os itens roubados estavam diademas, broches e coroas ornamentadas pertencentes às coleções históricas ligadas aos imperadores Napoleão I e Napoleão III.

Segundo a promotoria de Paris, não há indícios de que o grupo faça parte de uma quadrilha internacional especializada, o que levanta a hipótese de que os assaltantes tenham sido contratados por um mandante ainda não identificado.

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Enquanto a polícia prossegue com as buscas pelas joias desaparecidas e possíveis cúmplices, o caso reacende o debate sobre a segurança de instituições culturais e sobre como a exposição nas redes sociais pode cruzar o limite entre fama e crime no cenário contemporâneo.

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