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quarta-feira, setembro 16, 2026

PM morto em megaoperação no Rio enviou última mensagem à esposa antes de morrer

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Horas antes de morrer em confronto durante a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, o sargento Herbert Carvalho da Fonseca, de 39 anos, enviou uma última mensagem à esposa, Jessica Michele. O policial, que integrava o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), foi um dos quatro agentes mortos na ação considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro.

“Estou bem. Continua orando”, escreveu Herbert à mulher em uma troca de mensagens pouco antes de ser atingido.

Em resposta, Jessica perguntou se o marido estava seguro:

“Você está bem? Deus está te cobrindo. Estou orando.”

Após a curta conversa, o policial parou de responder, e a esposa começou a enviar novas mensagens em desespero:

“Te amo. Cuidado, pelo amor de Deus. Muitos baleados. Amor, me dá sinal de vida sempre que puder.”

Mais tarde, Jessica publicou o print da conversa nas redes sociais com um desabafo comovente:

“Você não falou mais. E agora, o que vou falar para a Sofia?” — referindo-se à filha do casal.

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“Ele dizia que morreria fazendo o que amava”

Em outra postagem, a viúva lamentou que o marido tenha morrido justamente no mês do aniversário da filha.

“Outubro, mês do aniversário da minha filha. E para o resto da vida ela vai lembrar do paizinho dela.”

Ela também relembrou uma frase que o sargento costumava repetir sempre que um colega de farda morria em serviço:

“Ele dizia que tinha uma senha em suas mãos, toda vez que perdia um colega. Que o dia que acontecesse com ele, iria fazendo o que mais amava. E a gente nunca acredita, esse dia chegou. Não consigo explicar essa dor.”

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17 anos de serviço

Herbert Carvalho tinha 17 anos de corporação e era considerado um profissional experiente e dedicado. Ele e o colega Cleiton Serafim Gonçalves, também do Bope, morreram durante a ofensiva contra o Comando Vermelho (CV), que deixou 132 mortos e 81 presos, segundo o último balanço oficial.

A Operação Contenção, deflagrada na terça-feira (28), mobilizou cerca de 2,5 mil agentes e tinha como objetivo desarticular a estrutura da facção criminosa e apreender fuzis e explosivos usados em confrontos nas comunidades da zona norte do Rio.

O corpo do sargento será velado com honras militares. A Polícia Militar do Rio divulgou nota lamentando a morte dos agentes e destacando que ambos “cumpriram o juramento de proteger a sociedade até o último instante”.

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