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terça-feira, julho 21, 2026

Robôs microscópicos feitos de DNA prometem revolucionar a medicina de precisão

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Cientistas da Universidade da Carolina do Norte (UNC), nos Estados Unidos, desenvolveram uma nova geração de robôs microscópicos que imitam o comportamento de organismos vivos. Chamadas de “flores de DNA”, essas estruturas são formadas por cristais híbridos que combinam DNA com materiais inorgânicos e são capazes de se dobrar e desdobrar em resposta a estímulos como mudanças de temperatura, acidez ou sinais químicos.

O avanço, descrito em artigo publicado pelo grupo Freeman Lab, pode transformar áreas como medicina, nanotecnologia e engenharia de materiais. Segundo o pesquisador Ronit Freeman, líder do estudo, essas flores de DNA poderão, no futuro, ser implantadas ou ingeridas para entregar medicamentos de forma precisa, realizar biópsias ou até remover coágulos sanguíneos, sem causar danos ao organismo.

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Cada flor funciona como um sistema de controle autônomo, reagindo ao ambiente em tempo real. O processo utiliza montagem programável de DNA, na qual as sequências genéticas são projetadas para guiar nanopartículas e formar estruturas complexas que mudam de forma conforme o estímulo recebido. A combinação do DNA com materiais como ouro e óxido de grafeno garante estabilidade e permite que o movimento de abertura e fechamento ocorra repetidamente — característica essencial para aplicações dentro do corpo humano.

Essas propriedades tornam as flores de DNA potenciais ferramentas para diagnósticos e terapias altamente precisas. Embora ainda estejam em fase experimental, os pesquisadores apontam uma série de aplicações possíveis, como a entrega direcionada de medicamentos em tumores ou tecidos específicos, a realização de biópsias minimamente invasivas, a remoção de toxinas e coágulos no organismo e até o uso em cirurgias em escala microscópica. Fora da medicina, as estruturas também poderiam ser empregadas na limpeza ambiental de áreas contaminadas e no armazenamento de dados em nanoescala com baixo consumo de energia.

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A inspiração para o projeto veio de sistemas naturais, como o movimento de corais, o desabrochar das flores e a formação de tecidos vivos. A equipe conseguiu replicar esses comportamentos adaptativos em escala nanométrica, unindo princípios da biologia e da engenharia. Segundo Freeman, o trabalho representa uma ponte entre sistemas vivos e máquinas, criando materiais capazes de sentir e responder ao ambiente de maneira semelhante a organismos naturais.

Os cientistas acreditam que, no futuro, os robôs de DNA poderão inaugurar uma nova era da medicina de precisão, oferecendo tratamentos mais personalizados, menos invasivos e com maior eficiência terapêutica.

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