O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, nesta segunda-feira (20/10), o nome do deputado federal Guilherme Boulos (PSol-SP) como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, em substituição a Márcio Macêdo (PT-SE). A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União na manhã desta terça-feira (21).
A troca marca uma reconfiguração política no Planalto, em um momento em que Lula busca ampliar a interlocução com movimentos sociais e consolidar sua base de apoio para a disputa eleitoral de 2026.
A Secretaria-Geral é o elo do governo com a sociedade civil, movimentos populares e entidades representativas — papel que agora será desempenhado por um dos principais nomes da militância de esquerda no país.
++ Japão cria bateria de hidrogênio quatro vezes mais eficiente que a de lítio
“Boulos tem uma capacidade única de mobilização e diálogo com diferentes setores populares”, disse um assessor próximo ao presidente.
Com histórico de atuação no Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), o novo ministro deverá reforçar a presença do governo nas pautas sociais e na comunicação com a juventude, área considerada sensível dentro do Planalto.
Boulos aceitou o convite de Lula e abriu mão da candidatura à Prefeitura de São Paulo em 2026, movimento que, segundo aliados, demonstra alinhamento político e compromisso com o projeto de reeleição do petista.
A saída de Márcio Macêdo, por sua vez, é vista como parte de um reposicionamento interno do PT, já que o ex-ministro deve se preparar para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas próximas eleições.
Psicanalista e professor, Boulos ganhou projeção nacional em 2018, quando disputou a Presidência da República pelo PSol. Desde então, se consolidou como uma das vozes mais expressivas da esquerda e, em 2022, foi eleito o deputado federal mais votado de São Paulo, com mais de 1 milhão de votos.
++ Coreia do Norte exibe novo míssil intercontinental e reforça discurso de poder militar
No comando da Secretaria-Geral, ele terá a missão de reaproximar o governo dos movimentos sociais, fortalecer políticas participativas e traduzir as demandas das ruas em ações de governo.
Ainda não está definido quem assumirá sua vaga na Câmara, embora o nome mais cotado seja o do cientista Ricardo Galvão, atual presidente do CNPq e suplente da coligação PSol/Rede.
Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech



