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sexta-feira, julho 17, 2026

Boulos assume Secretaria-Geral do Planalto em movimento estratégico de Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, nesta segunda-feira (20/10), o nome do deputado federal Guilherme Boulos (PSol-SP) como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, em substituição a Márcio Macêdo (PT-SE). A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União na manhã desta terça-feira (21).

A troca marca uma reconfiguração política no Planalto, em um momento em que Lula busca ampliar a interlocução com movimentos sociais e consolidar sua base de apoio para a disputa eleitoral de 2026.

A Secretaria-Geral é o elo do governo com a sociedade civil, movimentos populares e entidades representativas — papel que agora será desempenhado por um dos principais nomes da militância de esquerda no país.

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“Boulos tem uma capacidade única de mobilização e diálogo com diferentes setores populares”, disse um assessor próximo ao presidente.

Com histórico de atuação no Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), o novo ministro deverá reforçar a presença do governo nas pautas sociais e na comunicação com a juventude, área considerada sensível dentro do Planalto.

Boulos aceitou o convite de Lula e abriu mão da candidatura à Prefeitura de São Paulo em 2026, movimento que, segundo aliados, demonstra alinhamento político e compromisso com o projeto de reeleição do petista.

A saída de Márcio Macêdo, por sua vez, é vista como parte de um reposicionamento interno do PT, já que o ex-ministro deve se preparar para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas próximas eleições.

Psicanalista e professor, Boulos ganhou projeção nacional em 2018, quando disputou a Presidência da República pelo PSol. Desde então, se consolidou como uma das vozes mais expressivas da esquerda e, em 2022, foi eleito o deputado federal mais votado de São Paulo, com mais de 1 milhão de votos.

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No comando da Secretaria-Geral, ele terá a missão de reaproximar o governo dos movimentos sociais, fortalecer políticas participativas e traduzir as demandas das ruas em ações de governo.

Ainda não está definido quem assumirá sua vaga na Câmara, embora o nome mais cotado seja o do cientista Ricardo Galvão, atual presidente do CNPq e suplente da coligação PSol/Rede.

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