O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Pernambuco inaugura nesta segunda-feira (20) o Senai Park, um parque tecnológico voltado à inovação industrial e energética. O espaço, localizado no Complexo Portuário de Suape, será dedicado a testes de novas tecnologias em áreas como baterias de lítio, hidrogênio sustentável e combustíveis alternativos.
Entre as iniciativas que já começam no local está o desenvolvimento da primeira bateria de lítio nacional voltada para veículos híbridos leves — modelos que utilizam pequenas baterias auxiliares para reduzir o consumo de combustível.
Hoje, essas baterias são inteiramente importadas, e o projeto brasileiro busca torná-las mais potentes e eficientes sem aumentar o tamanho físico.
“Nosso objetivo é nacionalizar essa produção e, até o primeiro trimestre de 2026, fabricar cerca de mil unidades mensais das baterias piloto”, afirmou Oziel Alves, diretor de inovação e tecnologia do Senai-PE.
A tecnologia está sendo desenvolvida em parceria com empresas como Moura, Stellantis, Volkswagen, Iochpe Maxion e Horse, e atende à expectativa de que todos os veículos fabricados no Brasil tenham algum nível de eletrificação a partir de 2027.
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Hidrogênio verde e rastreabilidade energética
O parque também abriga um projeto-piloto de digitalização da cadeia de produção de hidrogênio sustentável, considerado um dos pilares da transição energética global.
Segundo Alves, a proposta é criar mecanismos de certificação capazes de rastrear a origem do hidrogênio e garantir se ele é “verde” (de fontes renováveis) ou “cinza” (produzido com energia fóssil).
Uma unidade instalada no porto, operada pela Neuman & Esser, produzirá 30 kg de células de hidrogênio por dia, quantidade suficiente para abastecer quatro veículos com autonomia de 100 km cada.
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Espaço para inovação industrial
Com 1,4 hectare de área, o Senai Park foi projetado para reduzir os custos e prazos de desenvolvimento de novas tecnologias. Ele oferece infraestrutura compartilhada para que empresas testem protótipos e produtos antes da produção em escala industrial.
“Entre a descoberta científica e o produto final há muitos gargalos, como o custo de desenvolver unidades de teste. O parque cobre esse estágio e divide o risco com a indústria”, explica Camila Barreto, diretora regional do Senai-PE.
Além das pesquisas em baterias e hidrogênio, o espaço também abriga projetos voltados a sensores de frenagem automática e drones industriais. Juntas, as 14 empresas envolvidas nos primeiros ciclos de desenvolvimento já somam R$ 100 milhões em investimentos, com expectativa de atrair mais R$ 200 milhões nos próximos anos.
“O que se constrói aqui é um modelo de futuro para a indústria — um espaço em que inovação, sustentabilidade e eficiência convergem”, resume Barreto.
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