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terça-feira, julho 21, 2026

Trump recua após ameaçar novas tarifas à China e mercados globais reagem com alívio

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Os mercados internacionais começaram a semana em recuperação após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suavizar o tom em relação à China. No domingo (12), ele afirmou que as relações comerciais entre os dois países “ficarão bem”, tentando conter a turbulência causada por suas próprias ameaças de novas tarifas sobre produtos chineses.

Não se preocupem com a China, vai ficar tudo bem! O respeitadíssimo Presidente Xi acaba de passar por um momento ruim. Ele não quer uma Depressão para o seu país, e eu também não. Os EUA querem ajudar a China, não prejudicá-la”, publicou Trump em sua rede Truth Social.

A declaração foi suficiente para reverter parte do pessimismo que tomou conta das bolsas na sexta-feira (10), quando o presidente havia prometido impor uma tarifa de 100% sobre importações chinesas. O anúncio derrubou os principais índices americanos — o Dow Jones caiu 2,7%, o S&P 500 recuou 2,4% e a Nasdaq perdeu 2,5%, eliminando cerca de US$ 2 trilhões (R$ 11 trilhões) em valor de mercado.

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Com o recuo de Trump, os futuros de ações voltaram a subir: Dow Jones (+0,8%), S&P 500 (+1%) e Nasdaq (+1,2%), segundo a CNBC.

O impasse começou após o Ministério do Comércio da China endurecer o controle sobre a exportação de minerais de terras raras — insumos essenciais à indústria de tecnologia — sob o argumento de “proteger a segurança nacional”. Em resposta, Trump classificou a medida como “hostil” e ameaçou adotar novas barreiras comerciais, inclusive cancelando um encontro com o presidente Xi Jinping durante a cúpula da APEC, no fim de outubro.

Para analistas, o episódio segue o padrão de comunicação de Trump, que costuma escalar tensões para depois recuar estrategicamente. “A dúvida é se essa é uma ameaça real ou apenas mais um exemplo da tática de ‘escalar para desescalar’”, afirmou Michael Brown, estrategista da Pepperstone, ao jornal The Guardian.

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A China, por sua vez, respondeu em nota divulgada pela agência estatal Xinhua. “Ameaças deliberadas de tarifas elevadas não são a maneira certa de se relacionar com a China. Não queremos uma guerra comercial, mas também não temos medo dela”, declarou um porta-voz do Ministério do Comércio.

O abalo mais severo foi sentido nas big techs, que perderam US$ 770 bilhões (R$ 4,2 trilhões) em valor de mercado. A Nvidia, que recentemente alcançou a marca histórica de US$ 4,5 trilhões, viu sua capitalização cair em cerca de US$ 229 bilhões. Microsoft e Amazon também sofreram perdas expressivas, de US$ 85 bilhões e US$ 121 bilhões, respectivamente.

Segundo Dan Ives, analista da Wedbush Securities, a reação violenta dos investidores reflete o temor de que a disputa entre Washington e Pequim possa comprometer a expansão da indústria de inteligência artificial. “As tensões colocam em risco a narrativa da Revolução da IA e reacendem lembranças dos dias sombrios de abril”, escreveu o especialista em nota ao mercado.

Apesar do alívio momentâneo, analistas alertam que o clima de instabilidade deve continuar, com investidores atentos a qualquer novo movimento de Trump — ou de Pequim — nas próximas semanas.

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