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quarta-feira, setembro 16, 2026

Justiça proíbe lives comerciais da empresa de Virgínia e aplica multa de R$ 100 mil por irregularidades

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A Justiça de Goiás determinou a suspensão imediata das lives comerciais da Wepink, empresa da influenciadora Virginia Fonseca, até que sejam comprovadas as condições adequadas de funcionamento e a existência de estoque suficiente para atender os pedidos realizados. A decisão liminar foi concedida pela juíza Tatianne Marcella, em ação movida pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO).

De acordo com a magistrada, a empresa deverá apresentar documentação que comprove o estoque e a regularização das práticas comerciais antes de retomar as transmissões ao vivo voltadas à venda de produtos. O descumprimento da medida resultará em multa de R$ 100 mil por ocorrência.

A decisão também obriga a Wepink a criar, no prazo de 30 dias, um canal de atendimento humano — e não automatizado —, acessível por telefone e outros meios, com resposta inicial obrigatória em até 24 horas. Além disso, a marca deverá publicar em suas redes sociais e no site oficial informações claras sobre os direitos do consumidor, como regras de cancelamento, troca e reembolso. Caso não cumpra as determinações, poderá sofrer multas adicionais de R$ 1 mil por infração.

Na decisão, a juíza afirmou que a empresa “continua mantendo práticas abusivas, promovendo novas lives para venda de produtos em massa, mesmo não estando regularizadas as pendências já advertidas pelo Ministério Público”.

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O MP-GO sustenta que a Wepink comercializava cosméticos sem possuir estoque compatível com a demanda, o que resultou em mais de 90 mil reclamações registradas no Reclame Aqui e 340 denúncias formais no Procon-GO entre 2024 e 2025.

Durante as transmissões, os próprios sócios da empresa teriam admitido as falhas de operação. Em uma das lives, o empresário Thiago Stabile chegou a declarar que a Wepink “vendeu mais do que conseguia produzir”, justificando atrasos na entrega devido à falta de matérias-primas. Para o Ministério Público, as falas configuram publicidade enganosa e má-fé contratual, já que a empresa teria continuado vendendo mesmo sabendo que não conseguiria cumprir o prazo prometido de entrega de 14 dias úteis.

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A promotoria também aponta descumprimento de prazos, dificuldade de reembolso, exclusão de críticas nas redes sociais, atendimento deficiente e envio de produtos com defeito.

O caso segue em tramitação na Justiça goiana. Até o momento, a Wepink não se manifestou publicamente sobre a decisão.

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