O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi recebido com aplausos no Parlamento de Israel (Knesset) nesta segunda-feira (13/10), onde celebrou o cessar-fogo entre Israel e o Hamas, mediado por Washington, e a libertação de reféns israelenses. Em tom triunfante, o republicano declarou que o momento marca “o fim de uma era de morte e o começo de uma era de fé e paz”.
“Depois de dois anos terríveis, de escuridão e prisão, vinte reféns corajosos estão voltando para o abraço de suas famílias. Outros vinte e oito retornam para descansar em paz no solo sagrado”, disse Trump, destacando o desfecho das negociações.
O norte-americano agradeceu ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, a quem chamou de “Bibi”, e aos “líderes árabes e muçulmanos” que teriam colaborado para pressionar o Hamas a libertar os reféns. “Foi um triunfo incrível para Israel e para o mundo. Este é um momento que será lembrado por gerações, o momento em que tudo começou a mudar para melhor”, afirmou.
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Em sua fala, Trump também sinalizou disposição para retomar o diálogo com o Irã sobre um novo acordo nuclear. “E para o Irã, isso não é sinal de fraqueza. Estamos prontos quando vocês estiverem. Será a melhor decisão que o Irã já tomou”, declarou.
O discurso, de cerca de uma hora, mesclou mensagens de reconciliação com críticas a governos anteriores dos EUA. O republicano afirmou que a guerra entre Rússia e Ucrânia “não teria acontecido se ele fosse presidente” e acusou as gestões de Barack Obama e Joe Biden de “estrangularem Israel”.
Trump ainda exaltou a força militar norte-americana — “a maior da história do mundo”, segundo ele — e disse ter encerrado “oito guerras em oito meses”, incluindo o conflito recente em Gaza.
“Israel, com nossa ajuda, conseguiu tudo com a força das armas. Agora é hora de transformar essas vitórias em paz e prosperidade para todo o Oriente Médio”, afirmou o presidente.
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Após o discurso em Jerusalém, Trump se encontrou com familiares dos reféns libertados e deve seguir para Sharm el-Sheikh, no Egito, onde participará de uma cúpula internacional pela paz com a presença de mais de 30 países.
Encerrando a visita, o presidente americano reafirmou seu apoio a Israel. “Eu amo Israel. Estarei com vocês até o fim. Serão maiores, mais fortes e mais amados do que nunca”, concluiu.
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