O lançamento do 12º álbum de Taylor Swift, The Life of a Showgirl, transformou-se em um quebra-cabeça digital que mobilizou milhões de fãs ao redor do mundo — e reacendeu o debate sobre o uso de inteligência artificial (IA) na indústria do entretenimento.
A ação, criada em parceria com o Google, convidava os usuários a participar de uma caça ao tesouro online. Ao pesquisar o nome da artista na plataforma, surgia o desafio “12 cities, 12 doors, 1 video to unlock”, que pedia para os fãs descobrirem localizações, escanearem QR Codes e desbloquearem 12 vídeos com pistas sobre o novo álbum.
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Mas o entusiasmo logo deu lugar à desconfiança. Parte dos “Swifties”, como são conhecidos os admiradores da cantora, começou a apontar características artificiais nas texturas e movimentos dos vídeos promocionais, sugerindo que eles poderiam ter sido gerados por IA. A discussão rapidamente ganhou força nas redes sociais.
Nem Taylor Swift nem o Google confirmaram o uso da tecnologia. A suspeita, no entanto, se encaixa no contexto atual: a gigante da tecnologia tem investido fortemente em modelos de geração de vídeo, como o Veo 3, em resposta a ferramentas como o Sora 2, da OpenAI.
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A polêmica também ganha peso pelo histórico da cantora com o tema. Em 2024, Taylor criticou publicamente o uso indevido de sua imagem em montagens falsas geradas por IA, alertando para os riscos da desinformação e pedindo limites éticos no uso da tecnologia.
Desta vez, o enigma em torno da campanha mistura arte, marketing e incerteza tecnológica. Mesmo sem confirmação oficial, a ação mostra o alcance de Taylor Swift em criar experiências globais interativas — e como, no mundo digital, até o mistério pode virar parte do espetáculo.
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