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quarta-feira, setembro 16, 2026

Museu japonês usa IA do Google para dar movimento a pinturas históricas

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No bairro de Arashiyama, em Kyoto, o Museu de Arte de Fukuda lançou uma experiência inédita: 24 obras de seu acervo ganharam movimento e voz por meio da inteligência artificial do Google. A iniciativa, chamada Pinturas em Movimento, utiliza o Veo, modelo avançado de geração de vídeo, para animar cenas de artistas clássicos como Hiroshige, Hokusai, Ito Jakuchu, Maruyama Okyo e Uemura Shoen.

A proposta é transformar obras estáticas em narrativas visuais. Em “Cinquenta e Três Estações do Tōkaidō – Chuva Súbita em Shōno”, por exemplo, o espectador não apenas vê viajantes sob a tempestade: agora, a chuva realmente cai, e as figuras continuam sua jornada.

“Nossa intenção não é apenas adicionar movimento, mas revelar histórias ocultas. É uma forma de transformar a beleza estática em uma experiência viva”, explica o site do projeto.

Além da animação, cada pintura recebeu comentários narrados pelo Gemini, modelo de linguagem do Google, com textos da curadora Ayako Takemoto, diretora adjunta do museu.

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Dois modos de experiência

O público pode escolher entre dois formatos:

  • Modo Animação – os curadores identificam elementos latentes da cena, como a queda da chuva ou o tremular de uma bandeira, e o Veo os converte em movimentos contínuos e de alta definição.

  • Modo Fotorrealista – a IA gera um vídeo que simula o ambiente real que poderia ter inspirado o artista, oferecendo uma “janela digital” para o passado.

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Expansão global

O projeto em Kyoto não é o primeiro. Em julho, o Google Arts & Culture Lab já havia aplicado a mesma tecnologia em fotos históricas do Museu Harley-Davidson, em Wisconsin (EUA), trazendo à vida imagens de fábricas, corridas e aprendizes de motociclistas.

Para o museu japonês, a expectativa é que a tecnologia aproxime o público de um acervo de mais de 2 mil obras, principalmente do período Edo (1603-1867), ao mesmo tempo em que preserva sua relevância para gerações digitais.

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