O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) preferiu não se comprometer publicamente sobre a possibilidade de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Questionado nesta quinta-feira (18/9), Lula resumiu: “Anistia é com o Congresso Nacional”.
A fala foi dada a jornalistas durante a apresentação do Novo PAC Seleções, programa que prevê investimentos de R$ 11,7 bilhões em obras de drenagem e contenção de encostas em mais de 200 municípios.
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Na noite anterior, a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o projeto de lei que trata da anistia. A medida garante que o texto seja votado diretamente em plenário, sem passar pelas comissões temáticas, mas não significa que o mérito já tenha sido aprovado.
O relator da proposta, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), ainda vai apresentar uma versão final para discussão entre os parlamentares.
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Nos bastidores, Lula tem sinalizado apoio à redução de penas dos envolvidos nos atos antidemocráticos. Um exemplo foi o almoço que manteve recentemente com parlamentares do PDT no Palácio da Alvorada, onde defendeu abrandar punições impostas aos condenados.
A discussão avança na Câmara logo após o Supremo Tribunal Federal (STF) condenar Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, sob acusação de participar de uma trama golpista para impedir a posse de Lula.
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