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quarta-feira, setembro 16, 2026

STF autoriza PF a investigar Bolsonaro e aliados por gestão da pandemia

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou, nesta quinta-feira (18/9), que a Polícia Federal (PF) abra inquérito para apurar suspeitas de irregularidades durante a gestão da pandemia de Covid-19. A medida converte a Petição nº 10.064/DF em investigação formal e tem como base o relatório final da CPI da Covid, que apontou fortes indícios de crimes contra a administração pública.

Entre os alvos da apuração estão o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros 23 nomes ligados ao seu governo e ao seu círculo político. Segundo Dino, o documento da CPI evidencia indícios de ilícitos como fraudes em licitações, superfaturamento de contratos, desvio de verbas públicas e acordos com empresas de fachada para serviços fictícios.

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Prazo inicial de 60 dias

A PF havia solicitado a abertura do inquérito e pediu tempo para conduzir diligências, incluindo oitivas dos citados e coleta de provas adicionais. Dino atendeu ao pedido e fixou prazo inicial de 60 dias para a realização das investigações.

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Quem está na lista

Além de Bolsonaro, o inquérito também alcança seus filhos — o deputado Eduardo Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro —, além da deputada Bia Kicis (PL-DF), da parlamentar Carla Zambelli (PL-SP), do empresário Luciano Hang, do ex-assessor Filipe Martins e do blogueiro Allan dos Santos, entre outros aliados.

A decisão amplia o cerco jurídico em torno do ex-presidente, já condenado pelo STF no processo do 8 de Janeiro e agora alvo de uma nova frente de apuração sobre a condução da crise sanitária.

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