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quarta-feira, setembro 16, 2026

Câncer, antes raro, cresce entre jovens e intriga cientistas

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O câncer de apêndice, até pouco tempo considerado uma condição extremamente rara e restrita a idosos, tem sido diagnosticado com frequência cada vez maior em adultos jovens. Casos em pacientes na faixa dos 40, 30 anos — e até mais novos — têm surpreendido médicos e pesquisadores em todo o mundo.

Um estudo publicado em junho no Annals of Internal Medicine mostrou que a incidência da doença triplicou entre pessoas nascidas depois de 1980 e quadruplicou para aquelas nascidas após 1985, em comparação com a geração de 1945.

“Os números gerais ainda são pequenos, pois o câncer de apêndice afeta poucas pessoas por milhão. Mas agora quase um a cada três casos ocorre em adultos com menos de 50 anos”, destacou o professor Justin Stebbing, da Universidade Anglia Ruskin, no Reino Unido, em artigo para o The Conversation.

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O que se sabe sobre a doença

O apêndice é uma pequena bolsa ligada ao intestino grosso, conhecida principalmente pela apendicite. Quando o câncer surge, o tipo mais comum é o tumor neuroendócrino, também chamado de tumor carcinoide. A incidência global ainda é baixa, variando entre 0,2 e 0,5 casos por 100 mil habitantes.

Por ser de evolução lenta, o tumor muitas vezes não apresenta sintomas no início. Quando aparecem, incluem dores abdominais, inchaço e presença de líquido na cavidade abdominal — sinais que podem ser confundidos com outras condições.

O diagnóstico geralmente é feito por exames de imagem, como tomografia e ressonância, seguido de biópsia. A principal forma de tratamento é a cirurgia oncológica.

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Riscos e fatores associados

Entre os fatores que podem aumentar as chances de desenvolver o câncer de apêndice estão o tabagismo, o histórico familiar e algumas síndromes genéticas. Condições como gastrite atrófica e anemia perniciosa — que afetam a produção de ácido no estômago — também estão associadas ao risco maior.

Apesar do avanço no número de diagnósticos, especialistas ressaltam que a doença continua rara. Ainda assim, alertam para a importância de investigar sintomas persistentes no abdômen para que casos não sejam confundidos apenas com apendicite e sejam descobertos em estágios iniciais.

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