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quarta-feira, setembro 16, 2026

Defesa de Bolsonaro questiona delação de Mauro Cid e nega ligação com 8 de Janeiro

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No segundo dia de julgamento da ação penal que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou nesta quarta-feira (3/9) a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid e negou qualquer envolvimento do ex-mandatário com os atos de 8 de janeiro de 2023.

Durante a sustentação oral na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado Celso Vilardi afirmou que Bolsonaro foi “associado indevidamente” a documentos como a chamada “minuta do golpe” e a planos investigados pela Polícia Federal. Segundo ele, “não existe uma única prova” que relacione o ex-presidente ao “Punhal Verde e Amarelo”, à “Operação Luneta” ou ao ataque às sedes dos Três Poderes.

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A defesa também alegou que as acusações se baseiam em um “conjunto de suposições” e que a delação de Mauro Cid seria “inconsistente”. “Nem mesmo o delator afirmou que Bolsonaro participou desses episódios”, sustentou Vilardi.

Outro ponto destacado foi a possibilidade de uma pena de até 30 anos para o ex-chefe do Executivo. Para os advogados, aplicar esse patamar seria “inadequado” e comparável a punições reservadas a crimes contra a vida.

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O julgamento, iniciado na terça-feira (2/9), envolve Bolsonaro e outros sete réus do chamado “núcleo crucial” da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República. Todos respondem por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e participação em organização criminosa.

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